Olá, pessoal, tudo bem?

Em primeiro lugar, quero registrar aqui minha satisfação em fazer parte desta grande família. Estou seguro de que o DIÁRIO DO PEIXE realmente será o portal de todos os santistas. E sabemos que torcer para o nosso time nunca foi fácil. Para mim, então, menos ainda. Bom, melhor eu explicar, pois não queremos nos autodenominar “sofredores”, como aqueles outros alvinegros do estádio suspeito.

Sou paulistano, filho de pai vascaíno e irmão de dois palmeirenses. Cresci nos anos 80 e inicio dos 90 e, claro, sempre fui o único santista da sala de aula, não importava a escola e a série em que estava. Ou seja, quando o assunto era futebol, sempre fui minoria. A época também não ajudava, já que não ganhávamos nada – nem clássico – e era duro aturar pernas de pau como Camilão, Nilton, Moura, Neizinho e Ranielli. Nem mesmo as boas atuações de Mendonça, Dom Rodolfo Rodrigues, Edu Marangon, Guga e Pauinho McLaren salvavam…

Meu perrengue aumentava pelo fato de morar em São Paulo e a imprensa da capital em geral ignorar o Peixe. Era comum eu escutar os jogos do Santos num cantinho da área de serviço da casa onde morava, já que lá era o único local onde conseguia sintonizar a Rádio Itatiaia AM, única emissora que transmitia os jogos – somente aqueles na Vila -, e ainda assim cheia de chiados. Se a partida fosse fora, esquece! Restava escutar as grandes rádios e aguardar as vinhetas de “gol”, torcendo para que fosse nosso. Ver pela tevê, nem pensar…

Aliás, esse é um tema importante e que merece discussão ainda nos dias de hoje, mesmo com a variedade de facilidade de acesso a informação. Não podemos mais tolerar e simplesmente aceitar sermos ignorados e preteridos pelos canais de comunicação que controlam o futebol. Mesmo após o fim da fase de vacas magras e a volta dos ídolos e dos títulos, a detentora dos campeonatos teima em nos relegar. Há vários motivos, mas a desculpinha de sempre é que o Santos “não vende” – talvez porque temos qualidade e não quantidade de torcedores – como os outros grandes do eixo Rio-SP. Não vou me estender muito agora, mas certamente iremos discutir muito os bastidores da “sacanagem” que a televisão faz contra nosso time.

Mas não quero que esse meu post inicial seja encarado como mimimi, afinal, é bom demais torcer para o glorioso alvinegro praiano. Ninguém, além da gente, pode dizer que teve o melhor jogador de todos os tempos em sua equipe, que é reconhecido pela Fifa como o melhor clube das Américas do século XX, que tem a maior quantidade de gols marcados entre todos os times profissionais, entre tantos outros motivos.

Para aqueles que ainda teimam com as piadinhas antigas e bestas… A minha resposta é simples e tirada do maravilhoso hino do nosso time:

Um Orgulho que Nem Todos Podem Ter.

Sejam bem-vindos.