Fim de temporada se aproxima e, com o término das competições, não se fala em outra coisa que não o balcão de negócios envolvendo jogadores. Todo ano é igual…um festival de rumores na imprensa sobre atletas que vem e vão. Basta alguém soltar um nome que, pronto, fulano já ganha as manchetes, se valoriza, e faz com que os torcedores o fantasiem vestindo o manto sagrado.

Mas convenhamos, as chamadas “novelas” até já foram legais e nos empolgavam pois era a esperança de ver aquele ídolo no time de coração. Só que o péssimo nível do futebol brasileiro atual me faz perder a paciência e humor com essas especulações. Ainda mais como santista…em que somos um grande celeiro de craques.

Chega de a cada janela de transferencia falar em Diego e Robinho, repatriar alguém que até pouco tempo pediu para ir embora, contratar refugos de outros times ou apostar naqueles “chichiaritos” de qualquer time andino que se acha porque marcou dois gols na Libertadores.

Sejamos ousados. Vamos provocar um novo raio na Vila Belmiro. Olhemos para dentro de casa e valorizemos nossos próprios garotos. Sempre que fizemos isso, tivemos êxito.

Não precisamos ir muito longe…quem não se lembra de 2002, quando o clube quebrado não teve outra alternativa a apostar nos mesmos Diego e Robinho? Ou em 2010, quando começamos o ano sem elenco e tivemos que subir vários craques para o profissional. Em ambos os casos ganhamos tudo que tivemos direito.

A realidade atual não é muito diferente. O clube segue inchado, quebrado, sem rumo e com uma perspectiva de chorar (dado o cenário eleitoral em que a competência administrativa dos três candidatos somados não atinge o nível minimo para entrar numa dessas faculdades mequetrefes). Fora que há vários atletas já cansados de jogar bola e doidos para que chegue 31 de dezembro.

Há alguma qualidade no elenco atual sim e concordo com a mescla de jovens e experientes, mas sabemos da força da nossa base. Inclusive mantemos um time B e um Sub-23 que tem sido bastante competitivo nos torneios que disputam. Vamos apostar nesses jovens. São mais baratos, estão acostumados com o sistema de jogo do clube e, certamente, valorizam a camisa que vestem.

Se tivermos coragem, apoio das torcidas organizadas e, esquecermos a imprensa marrom, certamente ficaremos felizes de ver um novo raio caindo pelos lados da Rua Princesa Isabel em 2018.