SANTOS – Mais do que manter o foco na disputa por uma das vagas na Copa Libertadores da América de 2019, a diretoria do Santos precisa, desde já, preparar-se adequadamente para a próxima temporada. E a melhor maneira de começar o planejamento é reconhecer os inúmeros erros cometidos neste ano e fazer o máximo para não repeti-los.

De nada vai adiantar a classificação para a principal competição do continente se o Santos continuar desgovernado e dividido como esteve ao longo deste ano. Mantido no poder pelos associados na votação do impeachment, realizada no dia 29 de setembro, o presidente José Carlos Peres deve agora evitar o revanchismo e tentar unificar o clube em benefício da equipe.

Em teoria, o Santos vai começar 2019 num cenário bem mais favorável. Sobretudo porque agora conta com um treinador à sua altura. Apesar de ter assumido o time em meio a um clima de enorme tensão política, no início de agosto, Cuca livrou o Peixe da ameaça do rebaixamento e o colocou na briga pela Libertadores em menos de três meses de trabalho.

Agora, Cuca já conhece bem seus jogadores e terá a oportunidade de iniciar toda a preparação do elenco para a próxima temporada. O treinador também será de vital importância para a indicação de reforços, levando-se em consideração que o Santos ainda não conta com um profissional realmente preparado para essa função.

Sobre as mudanças no elenco, o maior desafio do Santos para o primeiro semestre é resolver a situação do artilheiro Gabigol. Seu empréstimo terminará no fim de dezembro, mas a diretoria alvinegra negocia com a Inter de Milão a possibilidade de mantê-lo em 2019. Além disso, o clube ainda carece de um jogador mais criativo no meio de campo.