Também quero ser o camisa 9

Por | 2018-08-16T13:57:25+00:00 16 de agosto de 2018, 13:40 |

Quem tem visto o nosso glorioso time jogar nos últimos meses reconhece a necessidade urgente de um jogador com as tradicionais características de um “matador”. Aquele camisa 9 que não titubeia na pequena área e que está sempre no lugar certo, no momento certo, para empurrar a bola para as redes do gol adversário.

A comissão técnica também sabe disso. Desde a anterior, sob o comando do Jair Ventura, à atual, com Cuca, surgem solicitações desse perfil de atleta para que a diretoria possa reforçar o elenco. Vários nomes foram cogitados. Jogadores estrangeiros, brasileiros que atuam lá fora e outros que defendem times de dentro do Brasil.

A própria diretoria do clube confirmou que chegou a procurar vários deles: alguns com sondagem apenas, outros abriram negociação, alguns inclusive chegaram a acordo. Nesse caso, gerando mais uma pataquada dessa turma que conduz o Santos hoje em dia. Ou seja, alinhamento e comunicação interna zero!

No entanto, entre inúmeras idas e vindas em negociações nos oito meses de 2018, até o momento, nada de chegar um “9”! E fica a dica: importante se atentar aos prazos das janelas de transferências!

Mas o pior, na minha opinião, não é o clube não ter trazido ninguém. Minha preocupação é que nas últimas semanas, a impressão passada pela diretoria é que está atirando para todos os lados. Tentando trazer qualquer jogador para simplesmente responder à pressão que se criou em torno da necessidade desse atacante.

A cada dia – segundo a imprensa – há um novo alvo. São nomes que da noite para o dia, de desconhecidos, passam a ser a “solução” dos nossos problemas. Nunca ouvi falar, nem sequer vi jogando, metade dos nomes que cogitaram para vestir o nosso manto sagrado. Sinto que não há critério para a escolha desses atletas. Nesse aspecto, a incompetência do nosso staff acabou jogando a nosso favor, fazendo com que nenhum deles viesse.

Diante desse cenário, deixo duas sugestões a quem comanda o nosso querido clube:

1. olhe para a base. Lá certamente há atacantes capazes de ocupar esse espaço no clube. São mais baratos, de fácil adaptação e com muito mais interesse em fazer a diferença.

2. Se não acharem ninguém e continuarem atirando aleatoriamente para todos os lados, me coloco à disposição. Apesar de não ser tão jovem assim, não cobrarei nada para jogar pelo time que amo e tenho certeza que farei muito mais do que esses que tem por aí.

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