2018, um ano para o Santos esquecer

Por | 2018-11-29T16:48:13+00:00 29 de novembro de 2018, 16:45 |

O primeiro ano da administração de Peres tem sido cheio de confusões (Crédito: Ivan Storti/Diário do Peixe)

SANTOS – O ano de 2018 é para ser esquecido pelos santistas. Quase tudo deu errado para o clube, tanto fora quanto dentro de campo. E não é para menos. Foram tantos os erros cometidos por esta atual diretoria que chegar às ultimas rodadas do Campeonato Brasileiro sem nenhum risco de rebaixamento acabou sendo uma grande vantagem.

Mas o Santos não precisava passar por isso. O clube iniciou a temporada com nova administração e um elenco de jogadores com qualidade acima da média das equipes da Série A. Se havia carência de meio-campistas criativos, em razão especialmente da saída de Lucas Lima, no fim de 2017, sobravam opções na defesa e, especialmente, no ataque.

E, para facilitar ainda mais a gestão encabeçada por José Carlos Peres, mais de R$ 90 milhões entraram nos cofres do clube no meio do ano, referentes à primeira metade do pagamento pela venda de Rodrygo para o Real Madrid. O restante será recebido em junho de 2019, o que vai concretizar a maior transação financeira da história do clube.

No entanto, em vez de aproveitar o terreno fértil, a diretoria já iniciou sua gestão com uma crise de relacionamento entre Peres e seu vice, Orlando Rollo, hoje um oposicionista declarado dentro da situação. Daí para frente, sucessivos escândalos e desacertos dos mais variados tipos vieram à tona e culminaram em dois pedidos de impeachment contra o presidente no Conselho Deliberativo do clube, ambos recusados pelos sócios em assembleia realizada no fim de setembro.

O primeiro grande golpe contra a administração de Peres ocorreu em abril, quando o então gerente das categorias de base do Peixe, Ricardo Marco Crivelli, o Lica, foi processado por assédio sexual. Contratado em janeiro, Lica também virou pivô de grande polêmica por ter sido sócio do presidente santista numa empresa de intermediação de atletas.

A visível falta de planejamento e a tomada de decisões surpreendentes, como a demissão do executivo de futebol Gustavo Vieira, que durou apenas 45 dias no cargo, também serviram para conturbar a administração de Peres. Assim como a crise deflagrada no departamento médico e o recente vazamento de um áudio em que o ex-diretor financeiro Ricardo Feijó faz graves acusações contra o presidente.

No entanto, nenhum outro equívoco da atual gestão prejudicou mais diretamente o desempenho do Santos dentro de campo neste ano do que a escalação irregular do meia Sánchez no jogo contra o Independiente, em agosto, na Argentina. O fato contribuiu decisivamente para a eliminação do time nas oitavas de final da Copa Libertadores da América.

O erro crasso por simples falta de informação provocou um desgaste irreversível na relação entre Peres e o técnico Cuca, principal responsável pela recuperação da equipe no segundo semestre. Tanto que há meses o treinador já avisava aos quatro cantos dentro do clube que não permaneceria no cargo em 2019, como foi anunciado oficialmente na semana passada.

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Um Comentário

  1. Sidnei M. 30 de novembro de 2018 em 17:05 - Responder

    Nunca vou esquecer esse ano. Foi pode ter ocorrido trapalhadas da diretoria, mas foi o ano em que vimos quem esta comprometido com o clube e quem quer somente poder. E tentaram tirar o presidente de qualquer maneira, mas perderam novamente. Parece muito com o que esta ocorrendo com o novo governo brasileiro. Mas vamos lá…

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