Sabemos que a diretoria do nosso glorioso Santos, esse ano, tem se superado na capacidade de cometer erros. Já discutimos vários deles aqui nesta coluna. Mas também precisamos reconhecer que existe um movimento, ainda que velado, para minar a reputação e a grande história que somente o Alvinegro praiano tem no futebol mundial.

O que a Conmebol fez com o caso Sánchez é simplesmente nojento. Punir o clube por um erro de informação que constava em um sistema que é totalmente gerenciado por ela é inadmissível. E atribuir ao clube a obrigação de checar se esse sistema está correto é como emitir um atestado de incompetência.

Fato é que o Santos estava ciente dessa necessidade de validação e não o fez. Talvez até pelo amadorismo e despreparo de nossos líderes, mas um erro não pode justificar o outro. Ainda mais quando, mesmo sendo consultada, a Conmebol também cometeu erros, como vimos no caso do jogador do River Plate.

Entendo que o Santos se blindou bem do ponto de vista jurídico. Contratou profissionais especializados no tema e fez uma defesa consistente de seus argumentos. Mas, apesar do brilhantismo dos advogados, o resultado já era sabido desde o começo: prejudicar o Santos.

A Conmebol errou e nos prejudicou, como sistematicamente vem fazendo com os clubes brasileiros. Mas o Santos também errou. Que bom seria se um equívoco anulasse o outro.