SANTOS – Por mais que eu me esforce, não consigo entender o motivo pelo qual Rodrygo tem sido mal aproveitado pelo técnico Jorge Sampaoli. Afinal, alguém duvida de que o “novo raio” da Vila é o mais talentoso atacante do elenco santista neste momento?

O poderoso Real Madri tem plena convicção disso. Tanto que investiu quase R$ 200 milhões para contratá-lo a partir de julho. Então, insisto. Por qual razão Rodrygo não é um dos titulares absolutos de Sampaoli? Chegou a ser preterido até por Copete nas quartas-de-final do Paulistão.

Há quem possa argumentar que o atacante de 18 anos caiu muito de produção desde que sua venda para o Real Madri foi oficializada, em junho do ano passado. E é verdade. Algo previsível para um jogador de sua idade e pela mudança que essa transferência provocará em sua carreira.

Mas é claro que a queda de rendimento não justifica sua presença constante no banco de reservas, como voltou a acontecer no primeiro duelo contra o Corinthians pelas semifinais do Paulista, domingo passado. Dessa vez, Cueva ficou com sua vaga e mais uma vez foi uma decepção.

Em minha carreira de repórter, tive a oportunidade de conviver com alguns dos principais treinadores brasileiros e cada um tinha um estilo próprio de gerir pessoas. Mas algo parecia consensual entre eles: Nunca se deve desistir de um craque…

Não há dúvida de que nesta sua passagem pelo Santos, Sampaoli tem dado uma grande colaboração para o futebol brasileiro, pois trouxe na bagagem vasta experiência internacional e conceitos táticos modernos. Mas talvez no caso de Rodrygo ele é quem tem a aprender com nossos treinadores.