Descanse em paz, gênio!

Por | 2019-03-12T16:40:55+00:00 12 de março de 2019, 16:40 |

Por Lucas Leite

Há pouco mais de cinco meses, perdi meu padrinho Cláudio. Um cara fantástico e pelo qual sempre tive uma grande admiração e uma relação incrível.

Na noite de ontem, 11/03, faleceu Coutinho, um dos maiores goleadores da história do Santos Futebol Clube.

Qual a relação entre os dois acontecimentos? Explico.

Apesar de são-paulino nascido na capital, meu padrinho cresceu na Vila Belmiro assistindo e se encantando com o Santos bicampeão mundial de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Quando ainda jovem, amizades em comum o levaram a conhecer o lendário camisa 9.

Durante toda a minha vida, cresci ouvindo-o dizer quão geniais eram as tabelinhas entre Coutinho e Pelé. Ele as lembrava com grande gosto.

No dia 3 de julho de 2012, meu padrinho me levou ao lançamento do livro “Coutinho, o Gênio da Área”. Lá, ele me contava histórias que estavam no livro como se já tivesse o lido, apesar de ainda nem ter comprado.

Em muitas das nossas resenhas futebolísticas quase que diárias no Super Centro do Boqueirão, em Santos, meu padrinho fazia questão de afirmar: “Nunca teve centroavante como o Coutinho. O cara estreou com 14 anos no profissional do Santos e se cansou de fazer gol. E olha que ele parou cedo!”.

Coutinho: o maior camisa 9 da história do futebol. E meu padrinho sempre lembrava disso.

Ele não estava errado: em 457 jogos pelo Peixe, o ex-camisa 9 marcou incríveis 368 vezes. Só fica atrás de Pelé, com 1.029 gols, e Pepe, com 403.

Hoje, com a chegada do gênio da área ao céu, com certeza meu padrinho deve estar contando todas as histórias da grande figura que foi Antônio Wilson Vieira Honório, ou simplesmente: Coutinho.

Coutinho, obrigado por tudo que fez pelo Santos e pelo futebol! Você foi e sempre será um gigante na história do esporte!

Descanse em paz!

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