Santos perdeu quatro pontos nos dois últimos jogos na Vila Belmiro (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

SANTOS – Em seus tempos de treinador, o hoje comentarista Muricy Ramalho, do Sportv, costumava repetir uma máxima capaz de explicar a queda abrupta do Santos no Brasileiro: “a bola pune”. E como pune!

Nas últimas cinco rodadas do campeonato, o Peixe de Sampaoli cometeu uma sucessão de erros que o futebol invariavelmente não perdoa. E o preço a ser pago é sempre alto. Neste caso, custou a liderança.

O início da má fase começou no clássico contra o São Paulo, pela 14ª rodada, quando os erros individuais transformaram uma vitória parcial por 1 a 0, no primeiro tempo, em derrota inquestionável, no segundo.

Na sequência, diante do Cruzeiro, uma decisão equivocada de Sampaoli de manter sua defesa desguarnecida, após a expulsão relâmpago de Gustavo Henrique, foi uma das causas do novo tropeço.

Porém, o maior pecado santista neste campeonato, até então, viria na partida seguinte. Depois de um primeiro tempo brilhante, o Peixe desceu para o vestiário com uma vantagem de 3 a 0 no placar, mas dormiu na etapa final e cedeu o empate ao Fortaleza, em plena Vila Belmiro.

O vacilo histórico provocou uma mudança de estilo do time no jogo contra a Chapecoense. Mais cauteloso e defensivo, o Santos conseguiu se reabilitar com a vitória apertada em Santa Catarina, por 1 a 0.

O resultado serviu para a equipe alvinegra manter-se ao lado do líder Flamengo em número de pontos, mas não foi suficiente para recuperar sua confiança, adquirida com uma filosofia arrojada e ofensiva de jogo.

Tanto que o Peixe voltou a vacilar dentro de casa diante dos reservas do Atlético-PR, neste domingo. Desperdiçou muitas chances de gol, saiu atrás no placar e só alcançou o empate no final do jogo porque ganhou um pênalti inexistente do VAR.

Contudo, ainda há uma chance de o Santos ser o principal protagonista deste primeiro turno. Basta quebrar o encanto do Flamengo na próxima rodada e trazer uma vitória do Maracanã. O favoritismo é todo rubro-negro, mas o futebol pode ser tão surpreendente quanto implacável…