Santos lotou a Vila no clássico contra o Corinthians (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

SANTOS – Se quiser brigar pra valer pela taça do Brasileirão 2019, a última esperança de título para o torcedor alvinegro este ano, o Santos vai ter de rever sua política de mando de jogos na sequência do campeonato. Não faz mais nenhum sentido abrir mão da Vila Belmiro com o pretexto de faturar mais com bilheteria no Pacaembu.

Embora tenha sido uma promessa de campanha do presidente José Carlos Peres, a utilização do estádio da capital em metade dos jogos disputados pelo Peixe como anfitrião só tem causado prejuízo ao clube nesta temporada, tanto técnico quanto financeiro. Em nove partidas, a média atual de público pagante do time no Pacaembu é de 15.575.

De acordo com o próprio Peres, atuar no estádio municipal com essa frequência de público representa prejuízo financeiro em razão dos altos custos cobrados pela prefeitura de São Paulo. O principal deles é o valor do aluguel, que corresponde a 12% da renda bruta. Além disso, também há outras despesas extras, como transporte e hospedagem da delegação.

Mas o maior prejuízo que o Santos tem sofrido no Pacaembu este ano é o técnico. Nas três competições em que já foi eliminado (Paulistão, Sul-Americana e Copa do Brasil), a queda ocorreu na capital. Na mais recente, dia 6, diante do Atlético-MG, pela Copa do Brasil, Peres tentou transferir o jogo para a Vila em cima da hora, mas o pedido foi negado pela CBF.

Já em seu tradicional alçapão, o Peixe tem mantido ótimo aproveitamento em 2019. Em sete jogos disputados até aqui, venceu seis e empatou um, com média de público de 9.977 pagantes, o que também rendeu mais lucro financeiro ao clube do que os jogos no Pacaembu, já que o custo para jogar na Vila representa menos da metade do estádio paulistano.

Tudo isso não significa que o Santos eventualmente não possa atuar em São Paulo para prestigiar sua enorme torcida residente na capital e grande ABC. No entanto, essas partidas devem ser escolhidas de forma estratégica, contra adversários teoricamente mais fracos. Nos clássicos e jogos decisivos, seus adversários devem ser expostos ao sempre temido caldeirão da Vila.