O Santos de Sampaoli brilhou em Porto Alegre (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

SANTOS – A vitória diante do Grêmio, na rodada de abertura do Brasileirão, comprovou que o Santos vai brigar pelo título nacional. Apesar de não contar com um elenco à altura dos favoritos Palmeiras e Flamengo, o Peixe leva uma clara vantagem sobre todas as outras 19 equipes do campeonato: tem o melhor treinador, e isso faz muita diferença.

É óbvio que Jorge Sampaoli também erra, mas está muito à frente dos principais técnicos brasileiros, que há décadas se acomodaram com a tática previsível do futebol de resultados. Estudioso e exigente, o argentino consegue tirar o máximo dos seus atletas e sabe identificar a melhor formação de seu time para cada tipo de adversário.

Contra o Grêmio, Sampaoli surpreendeu com um esquema de jogo mais reativo em relação ao que o seu time vinha apresentando até então, e por deixar no banco jogadores como Sánchez, Derlis e Rodrygo. Mesmo assim, o Santos manteve a intensidade e a busca incessante pelo gol. Tanto que marcou dois e teve outras chances claras para ampliar.

Sampaoli nada mais faz do que cumprir bem o papel do treinador de futebol, ou de qualquer outro esporte coletivo. Teoricamente, seria muito mais cômodo para ele mandar a campo os jogadores mais badalados e manter uma forma de jogo já consolidada. Mas ele mais uma vez optou por fazer a diferença, baseado em estudo e conhecimento.

Como prêmio, o Peixe conseguiu quebrar um tabu de 20 anos em Porto Alegre e abriu a possibilidade de iniciar uma boa arrancada neste início do Brasileirão. A última vez que o time da Vila Belmiro havia estreado com vitória longe de casa no principal campeonato do país fora em 1999, em Curitiba, quando derrotou o Paraná por 2 a 0.