Leilão do estádio do Canindé está marcado para o dia 19 de abril (Crédito: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/SantosFC)

O Santos não poderá jogar no Pacaembu no Campeonato Brasileiro, viu uma outra empresa, o Consórcio Patrimônio SP, vencer a licitação para a concessão do estádio pelos próximos 35 anos (o processo ainda está suspenso) e não tem uma alternativa viável para mandar os jogos na cidade de São Paulo, que tem cerca de 3 milhões de santistas (grande SP).

Passou da hora da diretoria do Peixe olhar para o Canindé e estudar uma alternativa para ficar com o estádio da Portuguesa, que irá mais uma vez a leilão no dia 19 de abril por R$ 169 milhões.

É claro que o Santos não tem dinheiro para arrematar, sozinho, o estádio, mas é possível encontrar parceiros para um projeto sério para o local, algo parecido com o que o Palmeiras fez com a W Torre no Palestra Itália.

A Portuguesa não disputa mais o Campeonato Brasileiro (em nenhuma divisão), está lutando contra o rebaixamento para a Série A-3 do Paulistão e na última eleição para a presidência não apareceu candidato. Ou seja, o clube não tem perspectiva de futuro e nem algo que justifique a utilização de um estádio como o Canindé.

Para o Santos, o Canindé seria perfeito. É provavelmente o estádio com a melhor localização em São Paulo. Em uma das marginais, próximo ao corredor norte-sul, do lado de um terminal rodoviário intermunicipal, de estações de trem e do metrô.

O Peixe poderia aproveitar todo o complexo para fixar sua sub-sede em São Paulo (hoje paga aluguel para um prédio ao lado do Pacaembu), para ter um anexo do Memorial, sua loja oficial, além de diversas opções como cinema, lojas, bares, restaurantes, escritórios, consultórios, etc.

A área é muito grande e possibilita todas essas utilizações, que gerariam receitas aos proprietários.

Não seria fácil e nem barato, mas se algum clube pode sonhar com algo nesse sentido é o Santos.