Mandato de Orlando Rollo seria prorrogado caso a eleição seja adiada (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

SANTOS – As eleições presidenciais do Santos, marcadas para o próximo dia 12, correm o risco de ser suspensas. O motivo é a recente aprovação do voto à distância pelo Conselho Deliberativo do clube, em reunião realizada dia 21.

Embora o cadastro de associados do Peixe tenha sido auditado e regularizado este ano, ao menos duas das seis chapas participantes do pleito trabalham nos bastidores para impedir o voto virtual, com alegação de risco de fraude.

Já quem defende o voto à distância garante que o verdadeiro interesse dos que desejam impugná-lo é concentrar ao máximo a votação em Santos, onde teoricamente possuem mais votos. Publicamente, ninguém assume uma posição clara sobre o assunto com medo de perder eleitorado.

Porém, nesta quint-feira, na Vila Belmiro, em reunião presencial com representantes das chapas para definir o processo eleitoral do clube, os interesses e opiniões dos seis candidatos à presidência do Peixe devem ser totalmente expostos.

Quem é contra o voto à distância deve pedir seu cancelamento. Se isso ocorrer e a solicitação for atendida pela mesa do Conselho Deliberativo, os quem têm opinião contrária prometem ingressar na justiça comum para suspender as eleições santistas.

O presidente do Conselho alvinegro, Marcelo Teixeira, acha “remota” a possibilidade de suspensão das eleições, mas aguarda a posição dos candidatos. “Vamos ver a alegação”, disse.

Se o pleito for suspenso, Teixeira teria que prorrogar o mandato do atual presidente executivo Orlando Rollo, assim como o do seu conselho gestor, até que uma nova data seja agendada para as eleições.