O atacante Marinho comandou a vitória do Santos sobre o Athletico-PR (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

SANTOS – Se alguém tivesse assistido ao jogo deste domingo contra o Atlético-PR só até os 27 minutos iniciais, certamente ficaria com a impressão de que o Santos daria mais um vexame na temporada e ratificaria a condição de candidato a rebaixamento neste Brasileiro.

Até então, o que se via em campo na Vila era um Peixe acuado, medroso e sem confiança, sendo completamente dominado pelo visitante, que só não abriu o placar por incompetência do seu ataque. E olha que esse Atlético-PR não passa de uma equipe modesta, pra ser elegante…

Apenas aos 28 minutos, o Santos percebeu sua superioridade e começou a jogar como todo grande time que se preza. E não fez muito pra isso. Foi só adiantar a linha de frente, pressionar a defesa adversária pela primeira vez, recuperar a bola e construir a jogada do gol de Soteldo.

A partir dali, o Santos assumiu de vez a condição de protagonista no jogo e praticamente selou sua vitória dez minutos depois, com o belo gol de Felipe Jonatan, aos 39. Depois, só fez administrar o resultado no segundo tempo, quando marcou o terceiro com Marinho e sofreu um no final.

A lição que fica dessa partida, mais uma vez, é a de que o futebol é muito mais simples e pragmático do que se imagina. Muitas vezes a diferença entre um time vencedor e um perdedor não está relacionada à qualidade dos seus jogadores, e sim, ao que cada um decide fazer até o apito final.