Soteldo foi um dos destaques do Santos em 2019 (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

SANTOS – O Santos acusa o estafe de Soteldo de manipular a imprensa com falsas informações para forçar o clube a negociar o atacante venezuelano. “Podem fazer a pressão que quiserem. Só vamos liberar o jogador pelo valor que desejamos”, avisou Pedro Dória, membro do Conselho Gestor alvinegro, nesta terça-feira.

Ao contrário do que tem sido noticiado nos últimos dias, o Santos garante estar em dia com o pagamento dos US$ 3,3 milhões, referente à compra de 50% dos direitos econômicos de Soteldo, junto ao Huachipato, do Chile, no ano passado. “O jogador foi comprado em três parcelas. Uma foi paga no ato e as outras duas vencem agora em 2020”, explicou Doria.

Segundo a diretoria santista, o Huachipato, dono dos outros 50% de Soteldo, pressiona o Peixe a aceitar a proposta de R$ 12 milhões, oficializada esta semana pelo Atlético-MG. “O mesmo empresário que é detentor de 50% do Soteldo através do Huachipato representa a carreira do Dudamel (atual técnico do Galo)”, revelou Doria. “Eles vêem esse negócio como uma oportunidade de ficarem ricos rapidamente”, completou.

O dirigente alvinegro também garante que o Santos tem a preferência garantida em contrato para adquirir a outra parte de Soteldo. “Temos 50% e o valor dos outros 50% estão fixados, se quisermos ficar com 100% do jogador antes do término do seu contrato (em janeiro de 2022)”, contou.

Doria confirmou o atraso de um mês no pagamento dos direitos de imagem ao elenco (não a Soteldo), mas negou a informação de que o atacante venezuelano também estaria pressionando o clube a aceitar a proposta do Galo, onde voltaria a trabalhar com Dudamel, que já dirigiu a seleção venezuelana. “O Soteldo é um bom menino e jamais faria isso. Ele está muito feliz no Santos e quer continuar”, disse.