
Marinho é artilheiro do Santos na temporada, com 12 gols (Crédito: Ivan Sorti/Santos FC)
O Santos recebeu uma proposta de 5 milhões de euros do Braga (Portugal) por Lucas Veríssimo, além de sondagens de Roma e Olympiacos, mas o clube ainda não aceitou negociar o defensor pelos valores oferecidos. Apesar da recusa, o presidente Orlando Rollo não descarta vender jogadores para acertar as dívidas do clube.
Em entrevista ao canal Fox Sports, o mandatário santista falou sobre a possibilidade de negociações. Para o cartola, só tem um atleta inegociável nesse momento na Vila Belmiro: Marinho, artilheiro da equipe na temporada e mais novo ídolo da torcida.
“Eu não posso enganar o torcedor. É óbvio que eu não gostaria de negociar jogador, nem da base, por negociação de dívidas. Entretanto, se for necessário fazer isso para evitar perda de pontos, rebaixamento, eliminação da Libertadores, que são punições possíveis, eu vou fazer isso. Nenhum presidente quer sair vendendo jogadores, fatiar direitos, mas não descarto tomar essa atitude”, disse o presidente, que colocou um nome como inegociável.
“O Marinho é inegociável e seu oferecer para qualquer clube, apanho até em casa. Essa do Marinho está descartada. Pelo Soteldo não existe nenhuma proposta que eu tenha recebido”.
O Santos tinha colocado no orçamento uma receita de R$ 79 milhões com a venda de jogadores. Com as transferências de Everson e Eduardo Sasha para o Atlético-MG, não arrecadou 20% do montante. A janela de transferência nos principais países da Europa termina no começo de outubro.
O Peixe precisa de R$ 52 milhões até o dia 13 de outubro para evitar novas punições na Fifa pelas dívidas com Hamburgo, Huachipato e Atlético Nacional. Além disso, o Santos deve mais de R$ 45 milhões de Imposto de Renda, INSS e FGTS. Somados com as despesas recorrentes, como folha salarial, pagamento dos salários retidos durante a pandemia, e outras despesas, o clube precisa de R$ 150 milhões até o final do ano.
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