
Rollo deu entrevista coletiva nesta quarta-feira (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O presidente Orlando Rollo deu entrevista coletiva virtual nesta quarta-feira e animou o torcedor santista no assunto patrocínio. O mandatário foi questionado sobre um possível patrocinador master, disse estar conversando sobre, e que logo anunciará um parceiro para substituir a Orthopride.
“Temos conversado bastante (sobre master). Aquele patrocinador que abandonou o Santos antes de esperar o desfecho da situação do Robinho, na minha opinião sem ser parceiro do clube, se desesperou e num outro clube que ele patrocina teve um caso tão grave quanto e ele não saiu. Vamos trazer um patrocinador para substituir o antigo. Estamos trazendo mais do que um patrocinador, um parceiro. Vai ser um parceiro mesmo num momento de crise e dificuldade”.
O único patrocinador do Santos que rompeu contrato pelo caso Robinho foi a Orthopride, mas praticamente todos os apoiadores se posicionaram pedindo uma explicação do clube, alguns até falando em rescisão, principalmente depois da matéria do GE com transcrições das gravações e mais detalhes sobre o processo do atacante na Itália.
Com a saída da Orthopride, o Santos segue com oito patrocinadores: Philco (costas), Oceano B2B (barra frontal), Foxlux (barra traseira), Tekbond (esterno), Casa de apostas (omoplata), Kicaldo (mangas), Unicesumar (calção) e Kodilar (meião).
Falta ao Santos FC uma boa assessoria de comunicação e gestão de imagem. Todo esse desgaste desnecessário da imagem da instituição Santos FC porque o Rollo age mais como fã do Robinho do que como presidente de uma instituição que precisa zelar pela imagem para conseguir bons contratos de patrocínio. O Rollobpriorizou a defesa do seu ídolo em detrimento da boa imagem do clube. Está certo que o Robinho goza da presunção de inocência, que é direito garantido a qualquer acusado até o trânsito em julgado, mas, esse era um problema particular do jogador e o Santos FC não tinha nada com isso. Ao trazer para dentro do Santos FC um assunto de natureza sensível, o Santos FC desconsiderou os riscos e o impacto na publicidade negativa nos patrocinadores. Pouco provável que uma gestão que age assim de forma amadora consiga algum bom patrocínio, ainda mais num momento de pandemia, quando a economia sofreu um baque. O Rollo declarou que se houver condenação em segunda instância, o contrato será rescindido, mas isso é uma contradição no discurso da presunção de inocência, porque se existe uma terceira instância, a situação do Robinho poderá permanecer a mesma, seja qual for a decisão de segunda instância, uma vez que a parte perdedora ainda podera entrar com recurso. Enfim, o Rollo deveria esquecer o Robinho e deixar o processo de estupro do jogador sair do foco da mídia e descolar o assunto da imagem do Santos FC.