
Marinho foi eleito o melhor jogador da Libertadores e pode ser artilheiro do Brasileirão (Crédito: FIFA)
O atacante Marinho, eleito Rei da América pela Conmebol, mesmo após ter perdido o título da Libertadores para o Palmeiras, pode terminar a temporada 2020 com mais um prêmio individual: o de principal artilheiro do Campeonato Brasileiro.
Para isso, no entanto, o camisa 11 do Peixe terá dois desafios para superar. O primeiro deles é o de se recuperar a tempo para estar em campo no próximo compromisso do Santos, sábado que vem, às 19 horas, diante do Coritiba, na Vila Belmiro.
Conheça o canal do Diário no Youtube! Clique aqui.
Siga o Diário do Peixe no Twitter e no Instagram!
O atacante saiu da final da Libertadores sentindo dores, perdeu os jogos contra Grêmio e Atlético-GO e, segundo o técnico Cuca, ainda é dúvida para o compromisso da 36ª rodada do Brasileirão, no próximo fim de semana.
O segundo desafio é superar um ex-Menino da Vila, que vive fase iluminada: Claudinho. O camisa 10 do Bragantino respirou ares da Baixada entre 2003 e 2015, passando por praticamente todas as categorias de base.
Quando chegou a hora de mostrar seu valor, no entanto, acabou não conseguindo repetir o desempenho e trocou a Vila Belmiro pelo Corinthians, antes de ir para o Red Bull Bragantino e, finalmente, deslanchar.
Claudinho é artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro, com 17 gols (antes do jogo de domingo, contra o Flamengo), um a mais do que o santista Marinho e também um à frente de Thiago Galhardo. O jogador do Internacional chegou a ser considerado carta fora do baralho, mas a negociação com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, melou, e ele continua na disputa. Atrás deles, o são-paulino Luciano, com 14, corre por fora, com alguma esperança de assumir a artilharia.
Caso não jogue contra o Coritiba, Marinho ainda terá pela frente o clássico contra o Corinthians e os jogos contra Fluminense e Bahia para tentar ultrapassar Claudinho. O meia do Red Bull Bragantino, por sua vez, terá como três últimos rivais Sport, Goiás e Grêmio. E aí: quem levará a “chuteira de ouro” do Brasileirão?
O Claudinho vive melhor momento (esta com confiança para arriscar) e tem mais repertório, além de ter mais apoio dos companheiros de equipe, fato que o favorecem nas situações de gol.
O Marinho Parece abalado emocionalmente, tem se mostrado afoito, ansioso, e tem arriscado chutes sem estar bem posicionado, equilibrado. Alem disso, os adversários já marcaram a sua principal jogada e, praticamente, não tem ninguém que o auxilie, pois o Santos FC não tem um meia para organizar as jogadas e o Para e fraco no apoio. Além de ser o artilheiro da equipe, o Marinho também é o responsável pelas assistências da equipe. A missão do Marinho e mais complicada.
Para o Santos FC, se o Marinho perder a artilharia, mas der assistências para gols dos companheiros, fica tudo bem.