Time de Odair Hellmann ficou no empate com o Água Santa (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O técnico Odair Hellmann falou sobre a situação incômoda do Santos neste início de trabalho. O Peixe venceu apenas na estreia do Campeonato Paulista, e vem de três jogos sem vitória – dois empates e uma derrota. Nesta quarta-feira (25), o Alvinegro ficou no empate com o Água Santa em 0 a 0, na Vila Belmiro.

Para o duelo, o treinador promoveu mudanças na equipe: sacou João Lucas e colocou Nathan. No ataque, deu oportunidade ao meia Carabajal e contou com o retorno de Soteldo, que foi eleito o melhor jogador da partida. No campo, porém, as coisas não aconteceram.

“Eu acredito a todo momento na evolução do trabalho, no entrosamento, na consistência de um time. A gente precisa evoluir em vários aspectos. Hoje, por exemplo, a gente defendeu melhor, defendeu os contra-ataques, melhor posicionado, atacando mais firme para não gerar contra-ataque. Ficamos com a bola, passamos, tivemos posse, mas chegamos até próximo da área e não conseguimos ser contundentes, e transformar essa posse, principalmente no segundo tempo, porque no primeiro gerou dificuldade na saída. Eles conseguiram dentro da estratégia deles dificultar nossa construção inicial. Mas melhoramos nesse sentido, mas não melhoramos o acabamento e criar esse volume em gols. Mas é uma evolução e trabalho todo dia para isso. Estamos buscando uma reconstrução de equipe”, disse Odair.

Ao término do confronto, o Peixe foi vaiado pelos seus torcedores e viu jogadores como Soteldo rebaterem os presentes na Vila Belmiro, assim como Ângelo. Odair, porém, mantém a calma e afirma que não desistiu do projeto, mas se esquivou sobre reforços.

“Se eu falar que o Santos não tem (chance de título), o presidente tem que me mandar embora amanhã. Eu tenho todas as perspectivas. Eu não vim aqui dar desculpas e falar que estamos jogando o melhor futebol. Nós estamos tendo dificuldades e estamos enfrentando. Temos cinco pontos, gostaríamos de ter mais, pelo menos sete ou oito, eu vou repetir: sobre jogadores, eu não falo publicamente. Uma, porque gera uma situação de expectativa, de negociação, preço, o mercado tem várias situações. O que eu falo é internamente. Eu falo para o Falcão e direção. Daqui dois dias temos jogos importantes, e são eles que vão entrar em campo e dar o melhor. Vou dar força e cobrar para evoluir. A outra parte, falamos todos os dias e precisamos ver sobre a questão financeira. Agora eu confio no grupo. Sou o último a pular do navio”, completou o treinador.

Com o resultado, o Santos estacionou na terceira colocação do Grupo A, com cinco pontos ganhos. No próximo sábado o Peixe receberá a Ferroviária no Canindé. O confronto marcará o primeiro jogo da parceria com a Portuguesa, quando o clube passará a mandar partidas na capital paulista.