Kleiton Lima é o técnico das Sereias da Vila (Crédito: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

O técnico Kleiton Lima lamentou o empate das Sereias no clássico contra o Palmeiras em 0 a 0, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. Elas chegam a quatro pontos no estadual pois venceram o Ska Brasil na estreia.

Fizemos um primeiro tempo muito bom, um encaixe de marcação alta o tempo inteiro no campo do Palmeiras. Não deixamos elas construírem, ficaram sem a bola jogando na bola longa. A gente estava com muita condição de abrir o marcador com movimentos bons, ultrapassagem, presença de área, mas faltou efetividade na finalização. Tivemos finalizações de fora da área que não sairão tão bem, algumas bolas que atravessaram a área e não conseguimos rebater, foram momentos que não aproveitamos”, avaliou.

Diante da maratona de partidas, o comandante santista acredita que o desgaste físico fez as Sereias caírem de intensidade nos 45 minutos finais. O Santos vem de vitória contra o Cruzeiro por 3 a 2, em Minas Gerais, pelo Brasileiro.

“Já no segundo tempo, a gente cansou. Viemos de um jogo muito difícil contra o Cruzeiro em Belo Horizonte que viramos nos acréscimos. Isso fez o desgaste ser maior da nossa equipe mesmo jogando em casa pela volta e o deslocamento. Quando você joga marcando alto, como foi no primeiro tempo, é uma intensidade muito alta e você joga o tempo inteiro. Se você não faz o gol, tende a ter um desgaste maior e o segundo tempo fez com que elas tivessem mais a bola”, completou.

O treinador ainda revelou que o departamento médico do clube acredita que a atacante Cristiane, que saiu ainda aos 5 minutos do segundo tempo, tenha machucado ombro. A camisa 11 realizará um exame de imagem para avaliar se houve ou não alguma lesão.

“O diagnóstico que temos é que realmente ela está com uma lesão no ombro, vai fazer exames de imagem. Não podemos cravar nada, a doutora falou para mim que os próximos dias deverá realizar. Ela está bem, mais calma, saiu com muita dor. Vamos ver como vai evoluir isso até os próximos jogos. É uma referência, tecnicamente falando, da muito trabalho para o adversário. Auxilia muito dentro do trabalho coletivo nosso, sempre prende as duas zagueiras e isso faz com que a gente tenha mais movimento de fora para dentro com mais espaço. A saída dela mexe no completamente tático do time. O time acabou tendo uma dificuldade mais de reter a bola, por conta desses movimentos diferentes”, explicou.

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