
Pedro Caixinha fez sua estreia pelo Santos na vitória sobre o Mirassol (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
O Santos venceu o Mirassol por 2 a 1 na Vila Belmiro, na noite desta quinta-feira (16), pela estreia do Paulistão 2025. A partida marcou a primeira vitória do técnico Pedro Caixinha à frente do time. Guilherme foi o autor dos dois gols santistas, garantindo os primeiros três pontos na competição.
Após o jogo, Pedro Caixinha analisou o desempenho do time, destacando a diferença entre os tempos. O treinador afirmou que a equipe precisará de ajustes no meio-campo e ressaltou a importância da preparação física nas primeiras rodadas do estadual.
“Não foi uma vitória fácil. (o Mirassol) Assumiu o jogo na segunda parte e dificultou. O primeiro tempo da equipe foi claramente a imagem do que o Santos representa. Não há agressividade sem risco. Situações menos coordenadas deixa a equipe exposta. Vai acontecer mais vezes. Precisamos ajustar o meio-campo do ataque. Isso resultou que das 19 situações, todas ocorreram no começo. Jogo de bola no campo de ataque. Essa primeira parte foi boa, fomos recompensados. Reproduziu nossos comportamentos”, analisou o treinador.
Caixinha também reconheceu a queda no desempenho, especialmente físico, da equipe na segunda etapa, mas deixou claro que a situação já era prevista pela comissão técnica.
“Sabemos muito bem que esses momentos iniciais do Paulistão o componente físico é importante. Nota-se mais que quanto mais tempo de preparação, melhora o rendimento. Sabemos que com o tempo que tínhamos havia capacidade. Soteldo se apresentou com uma entorse, pedimos que fizesse um esforço por dez minutos. E deu assistências. Condicionou a primeira alteração. Depois, João e Escobar saíram por estarem cansados, não queríamos lesão. Já tínhamos a quinta feita quando Gabriel se lesionou. Guilherme e JP também cansaram. Rival ocupou bem o espaço que lhe demos. Há algo positivo: o comportamento da equipe mesmo sem condições, queria ir para frente. Controle do jogo. Tentava falar com eles. Quando não temos condições, temos que saber dar alguns passos para o rival para saber explorar. RÚnica coisa que não gostei foi termos levado gol. Pênalti poderia ter sido evitado. Grupo está de parabéns”, analisou.
O treinador também comentou sobre a escolha da escalação inicial, explicando as estratégias adotadas durante a partida. Ele destacou o papel de Rincón como volante de saída e as boas associações entre Soteldo e Guilherme.
“Analisamos o grupo durante a semana, encontramos o que era o caminho. Aqueles jogadores que estavam em melhores condições de iniciar, tendo soluções para entrar. Alguns teriam de 45 a 60 minutos. Foi essencialmente para termos o Rincón na chance de ser o volante de saída. Escobar saída mais aberto, JP chegando mais à frente. Muito boas associações entre Soteldo e Guilherme. Lucas mais centralizado entre jogo exterior e interior. Não tivemos chance de analisar o Mirassol. Analisamos o treinador.”
Por fim, Caixinha falou sobre a necessidade de evolução da equipe, destacando que os próximos desafios serão diferentes e demandarão ajustes rápidos.
“Não vamos nunca chegar ao mesmo 100%. No domingo, será outro. Precisamos evoluir. Vamos identificar. Dois dias temos? Trabalharemos em cima de dois dias. Orientação é sempre de querer melhorar sem perder nossos comportamentos de vista. Controlar melhor o jogo.”
O Santos agora se prepara para enfrentar a Ponte Preta, no domingo (19). A partida será às 20h30, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP).
Temos treinador! Que essa torcida chata deixe o cara trabalhar.
Mesmo com o elenco totalmente fora de forma, que é absolutamente normal para o primeiro jogo da temporada, o time ja foi muito melhor do q o ano passado inteiro com o Carille… o Santos criou muito mais, finalizou muito, com praticamente o mesmo elenco…
Tinha achado estranha a alteração do Soteldo, mas foi explicado o entorse no tornozelo
Finalmente temos um técnico depois de anos
Muito bom primeiro tempo, parecia o time do Sampaoli, agressivo, muitos jogadores na área adversária, no segundo tempo parecia o time do Carille mas com o melhor condicionamento físico e esses reforços que ainda não estrearam vamos ter um ano com alegrias, Caixinha foi muito bem.
O que me deixa revoltado é a falta de pontaria dos nosso jogadores, simplesmente fecham o olho e dão uma bicuda na bola, a falta de qualidade no futebol brasileiro atual é mais do que evidente.
Já temos a vontade, falta só a qualidade.
…E pensar que o Caixinha era o plano F da diretoria. Estava livre no mercado quado mandamos o outro embora (me recuso a falar o nome) . Perdemos um mês de preparação. Na teoria e pelas primeiras impressões, temos um grande técnico finalmente. Algumas derrotas virão, porque o time ainda é meia boca, mas a torcida precisa dar tempo ao portuga.
No primeiro tempo o Santos FC mostrou um futebol ofensivo que não se via há anos, mas no segundo tempo, o time pregou. Apesar de ser o primeiro jogo da temporada, é preciso avaliar se mesmo bem preparado fisicamente, o time vai ter condição de manter o ritmo alucinante na segunda etapa das partidas. Outro ponto a ser observado é a lentidão na recomposição defensiva (a marcação alta gera espaços). Se o Brazao teve destaque individual, é porque a atuação coletiva da defesa não foi boa.
Chermont, Basso, Lucas Braga e Wendel Silva não justificaram a condição de titulares da equipe.
Acho que o Lucas Braga não deveria ter entrado no inicio. Deveria ter colocada o Schmit e adiantado o Pituca com o Soteldo na direita.
O Wendel não pode ser titular, muito atrapalhado. Chermont ainda vai amadurecer, melhor que o Hayner e esse Leo Godoy me deu uma má impressão.
Não marca bem , nem apoia. Os estreantes todos não foram bem .
Tem que ter paciência. !!!! Mas se tivéssemos enfrentado um time mais forte teríamos perdido. Vamos ver contra o Palmeiras semana que vem. Ai vai dar para saber aonde podemos chegar.