Assinatura da aprovação do projeto da Arena do Santos aconteceu nesta sexta (Crédito: Henrique Teixeira)

A Prefeitura de Santos oficializou, nesta sexta-feira (8), a aprovação do projeto da nova Arena do Santos. A cerimônia foi realizada no Palácio José Bonifácio, sede do governo municipal, e contou com a presença de autoridades locais, dirigentes do clube e representantes da WTorre, empresa responsável pela obra. O evento marca um avanço para a construção de um estádio moderno, multiuso e com maior capacidade no terreno da atual Vila Belmiro.

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, classificou a data como “histórica” e destacou que a arena será essencial no processo de reconstrução institucional do clube. Segundo ele, o novo estádio representa a continuidade de uma transformação que começou décadas atrás, quando as arquibancadas de madeira deram lugar à estrutura de concreto atual.

“Era uma obrigação do Santos Futebol Clube. Assim como os dirigentes transformaram as arquibancadas de madeira naquelas que hoje nós estamos, era igualmente necessário, nesse processo de reconstrução, o clube ter uma arena multiuso”, afirmou.

O prefeito de Santos, Rogério Santos, também ressaltou o simbolismo do projeto para a cidade. Em seu discurso, compartilhou uma memória pessoal sobre o alcance global do clube.

“O Santos levou a cidade de Santos para todos os lugares do mundo. […] Essa é a magia do futebol, a magia que o Santos carrega”, disse.

“Será possível realizar grandes shows, com um espaço adequado para receber muitas pessoas, algo que a cidade ainda não possui”, completou na apresentação.

O projeto prevê a demolição do atual Estádio Urbano Caldeira e a construção de uma arena com capacidade para 30 mil pessoas, em uma área total de aproximadamente 68 mil metros quadrados. O novo estádio será dividido em quatro setores principais – arquibancada, arquibancada superior, deck premium e camarotes – e contará com áreas comerciais, estacionamento próprio, restaurante, lojas, coworkings e um Memorial das Conquistas modernizado.

Antes da aprovação, o projeto passou por análises de diversos órgãos municipais, incluindo a Secretaria de Obras e Edificações (Seobe), o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e o Condepasa. Também foi considerado o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que apontou impactos de baixa a média significância. Entre as medidas compensatórias exigidas estão melhorias na iluminação pública, instalação de câmeras de segurança, ampliação do sistema de drenagem, plantio de 300 árvores nativas e criação de áreas de convivência e mobilidade urbana.

Orçada em cerca de R$ 700 milhões, a construção será financiada pela venda de cadeiras cativas e camarotes especiais. A meta inicial do clube e da WTorre é comercializar seis mil unidades. A gestão da arena será compartilhada por 30 anos, com divisão de receitas para eventos esportivos e culturais. As obras devem começar no segundo semestre de 2026, com previsão de conclusão entre 36 e 42 meses após o início.

O anúncio oficial do projeto estava inicialmente marcado para o dia 1º de agosto, mas foi adiado por conta do incêndio que atingiu palafitas na comunidade Caminho São Sebastião. Nesta sexta, porém, a cerimônia selou a aprovação formal e reforçou a união entre clube, prefeitura e empresa para viabilizar um projeto.