Marcelo Teixeira critica VAR e cobra critérios após pênalti não marcado em Neymar

Marcelo Teixeira, presidente do Santos, critica arbitragem brasileira (Crédito: Rafael Ribeiro/CBF)

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, manifestou forte indignação com a arbitragem no empate em 1 a 1 contra o Atlético-MG, neste domingo (14), pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista ao programa Seleção SporTV, nesta segunda-feira (15), o dirigente criticou a atuação da equipe de arbitragem e do VAR, citando especialmente um lance do primeiro tempo envolvendo Neymar.

Com o jogo ainda em 0 a 0, o camisa 10 recebeu passe de João Schmidt, finalizou para defesa de Everson e, na sequência, sem a bola, foi atingido por Gustavo Scarpa em um carrinho por trás. O árbitro não marcou pênalti e o VAR não chamou para revisão.

“O Santos tem sido muito prejudicado nesses últimos jogos. Ontem tivemos um lance gravíssimo no primeiro tempo. Imagine se numa entrada como aquela o Neymar se machuca seriamente. Foi um pênalti claríssimo, claríssimo, e sequer houve a chamada para o árbitro revisar. Isso nos preocupa bastante, porque a gente tem alertado a Comissão de Arbitragem e não vemos mudança de postura”, disse Teixeira.

O presidente destacou que o clube tem buscado diálogo constante com a CBF, mas considera que os critérios seguem confusos.

“Temos participado de todas as reuniões, levamos materiais, lances duvidosos, e até mesmo lances para parabenizar a arbitragem. Queremos construir, mas não podemos aceitar que erros assim interfiram diretamente no resultado. Não queremos favorecimento, queremos apenas critérios corretos”, reforçou.

Para Teixeira, a situação é ainda mais delicada porque o Santos trabalha pela recuperação física de Neymar, que voltou ao clube após mais de uma década fora.

“A gente fez um esforço enorme para trazer o Neymar de volta ao Brasil. Todos queremos que ele se condicione cada vez mais, que melhore a cada jogo. Mas como aceitar que uma falta daquela, que poderia até prejudicar a sequência da carreira dele, não seja nem sequer revisada?”, questionou.

O dirigente também defendeu uma reformulação estrutural na arbitragem brasileira.

“A solução, como em qualquer setor, é a profissionalização. Os árbitros precisam ter dedicação integral, como têm jogadores e dirigentes. Só assim estarão mais preparados para jogos tão decisivos. O recurso tecnológico existe, mas precisa ser usado corretamente, para reparar erros. Não adianta termos o VAR se ele não é aplicado com critérios claros”, afirmou.

Com o empate em Belo Horizonte, o Santos chegou a 23 pontos e se manteve na 16ª colocação. A equipe agora se prepara para enfrentar o São Paulo, no domingo (21), na Vila Belmiro, às 20h30.