Santos tenta a contratação de Felipe Loyola (Foto: Divulgação / Indepediente)

O Santos avançou nas tratativas para contratar Felipe Loyola, do Independiente, mas um entrave com o Huachipato, do Chile, tem atrasado a conclusão do negócio. Embora o clube argentino esteja alinhado com o Peixe nos principais pontos, a situação contratual do atleta ainda exige ajustes entre as partes envolvidas.

Quando o Independiente contratou Loyola, não quitou o valor devido ao Huachipato. Hoje, com a negociação em andamento, o clube chileno quer que parte do dinheiro que o Santos pagará ao Independiente seja destinado a quitar essa pendência. No acordo que está sendo costurado entre os três clubes, a operação é de 6 milhões de dólares por 80% dos direitos econômicos do atleta – sendo 40% para cada clube. Porém, com a dívida em aberto, o Independiente receberia menos e o Santos acabaria assumindo a responsabilidade financeira pela quitação.

Por esse motivo, o Independiente tem segurado o envio da documentação ao Santos enquanto tenta resolver a situação com o Huachipato. Um representante do clube brasileiro está atualmente na Argentina justamente para destravar a negociação.

Em entrevista ao um programa chileno, o presidente do Huachipato detalhou a situação e reforçou que não se trata de impedir a venda, mas de cumprir os requisitos contratuais antes da formalização do negócio.

“Como eu estava dizendo, existem contratos claramente estabelecidos onde uma certa quantia de dinheiro tem que ir para o clube, mas para que isso aconteça, uma certa formalidade tem que ser cumprida, que até hoje nem chegou perto de acontecer, digamos assim”, afirmou.

O dirigente ressaltou que o Independiente tem liberdade para negociar com o Santos, mas não pode concluir o acordo sem cumprir as etapas financeiras previstas.

“Isso não impede o Independiente de estar em negociações com o Santos, de forma alguma. Mas, quando se trata de finalizar o negócio, algumas etapas obviamente precisam ser cumpridas, e uma delas é a chegada dos documentos e, obviamente, a entrada do dinheiro estipulado no contrato nos cofres do clube. Até que isso aconteça, obviamente não podemos considerar o negócio como garantido”, continuou.

Em determinado momento da entrevista, o jornalista questionou se o Huachipato receberia apenas o mecanismo de solidariedade da FIFA, e o presidente fez questão de corrigir:

“Há um erro conceitual aí em relação a como o dinheiro chega. Então, como eu disse, o dinheiro tem que ir para o Huachipato”, concluiu o presidente.