Marcelo Teixeira sofreu com críticas dos torcedores no clássico contra o São Paulo (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O clássico entre Santos e São Paulo, válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, foi marcado por protestos na Vila Belmiro. As manifestações ocorreram no antes, durante e após a partida – tiveram como alvo o presidente Marcelo Teixeira e o diretor executivo Alexandre Mattos.

Durante todo o primeiro tempo, um grupo de torcedores organizados permaneceu em silêncio nas arquibancadas. A postura mudou com o fim da etapa inicial, quando faixas foram erguidas com críticas à condução do clube e à Polícia Militar, em referência à morte do torcedor Alex Nunes Pinheiro do Carmo, conhecido como Acarajé, em uma ocorrência registrada na Neo Química Arena. Além das faixas, xingamentos foram direcionados aos dirigentes, e houve questionamentos sobre a gestão santista.

As manifestações continuaram após o apito final do confronto, que terminou empatado em 1 a 1. Parte significativa do público presente aderiu aos protestos, ampliando as cobranças por reforços e por mudanças na administração do clube.

As críticas ganharam força poucos minutos depois de o Santos abrir o placar. O gol de Zé Rafael, marcado nos acréscimos do primeiro tempo, não foi suficiente para conter a insatisfação vinda das arquibancadas, que passou a se manifestar de forma mais intensa durante o intervalo.

Entre os gritos entoados pelos torcedores estavam frases como “fora todo mundo”, “diretoria, preste atenção, eu quero time para gritar ‘é campeão’” e “ei, você aí, acha normal brigar para não cair?”. Também houve cânticos direcionados diretamente à atual gestão, como “não é brincadeira, a nossa guerra agora é com o Teixeira”.

O Santos volta a campo no próximo domingo (8), contra o Noroeste, pelo Campeonato Paulista, às 16h, no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.