Marcelo Teixeira explica demissão de Vojvoda e comenta repercussão na chegada de Cuca

Marcelo Teixeira tem mandato no Santos até o fim de 2026 (Foto: Raul Baretta / Santos FC)

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, explicou a demissão do técnico Vojvoda, que deixou o clube com 34 partidas e um aproveitamento de 43%. A derrota para o Internacional, na Vila Belmiro, culminou na saída do treinador na noite desta quarta-feira (18). Foram 10 vitórias, 14 empates e 10 derrotas. Ele comentou sobre a chegada de Cuca e a relação da gestão com treinadores.

“Não tínhamos Plano A, B ou C. Confiávamos no Vojvoda e só fizemos contato com o Cuca nas últimas horas. Também pela relação com o Cuca. Ainda como jogador e depois como treinador. Acredito que é uma boa opção. Na minha gestão tivemos sucesso no primeiro ano por manter o treinador. Tínhamos um objetivo, fomos vice no paulista e voltamos à primeira divisão com o Carille. Historicamente o Santos muda muito. Na nossa tivemos quatro. E é muito prejudicial a qualquer trabalho mudar constantemente. Insistimos com o Vojvoda e sua comissão trabalhadora e não deu certo. Disputamos o Brasileiro, Paulista, saímos de forma precoce e iniciamos Brasileiro dessa forma”, afirmou em entrevista à ESPN.

“Entendemos que era necessária essa mudança. Uma mudança no qual finalizamos nessa madrugada o contato com o Cuca. Contrato até dezembro, no fim da minha gestão. Ele conhece o Santos, é uma vantagem como tinha o Carille. Tem muita experiência, disputou final de Libertadores com o Santos. Além de bom treinador, conhece os bastidores, a pressão. Com respaldo da diretoria pode recolocar o Santos nos bons resultados”, ressaltou.

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Teixeira ainda comentou sobre a repercussão ruim da chegada de Cuca por parte da torcida e nas redes sociais por um caso ocorrido em 1987, quando ele e outros jogadores foram acusados de violência sexual contra uma menor de idade, na Suíça. O mandatário afirmou que o clube tem protagonismo e papel social e que o profissional já esclareceu o passado.

“Avaliamos essa repercussão. Tudo que ocorra paralelamente ao futebol tem que ter cuidado. Santos tem história de fazer apoio e campanhas de diferentes formas. Santos é protagonista nesse aspecto de campanhas e em ações sociais. Dentro do que avaliamos, entendemos como superada a questão. Ele já esclareceu e trabalhou em outros clubes nesses últimos anos. Acreditamos que tenha servido de exemplo e serve para nós também. Que a gente reafirme tudo que aquilo que possa servir de referência positiva ou negativa que tenha acontecido para que o Santos continue fazendo seu papel social”, finalizou.

Em 1989, houve uma condenação à revelia, posteriormente anulada pela Justiça suíça em 2024 por questões processuais, sem reavaliação do mérito. É importante destacar que, embora a condenação não exista mais, o tribunal não reavaliou o mérito do caso para declará-lo inocente ou culpado; a decisão foi baseada em irregularidades processuais. Como o processo ficou ‘velho’, acabou sendo prescrito. A vítima, que tinha 13 anos na época, se matou e a família não quis mais correr atrás do processo.