
Marcelo Teixeira fez acordo com a NR Sports para pagamento de dívida em 48 parcelas (Crédito: Reinaldo Campos/Santos FC)
O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, explicou o acordo de repactuação da dívida com a NR Sports ao Conselho Deliberativo, em reunião realizada na noite desta segunda-feira, na Vila Belmiro. Questionado por conselheiros sobre a cláusula que prevê execução antecipada caso ele não seja reeleito nas eleições de dezembro, o dirigente afirmou que pode quitar a dívida ainda na atual gestão.
“Os valores estão definidos em 48 parcelas. Caberá ao Santos continuar cumprindo tanto as suas despesas quanto as receitas. Isso que é o mais importante. Não estamos pensando apenas em cumprir as despesas, mas continuar aumentando os projetos de receita, de parcerias, de expansão do nosso patrimônio e de ampliação das nossas dependências. Não acredito que quem assuma o Santos não queira a continuidade de uma parceria que está dando certo na prática. Caso não aconteça, tanto o Santos como a outra parte tem os direitos garantidos em contrato. Foi constado que esses valores que estão previstos em dezembro desse ano, caso a eleição seja feita e uma das partes não esteja satisfeita, o Santos poderá resolver ainda nessa gestão. Isso que é o mais importante. Não deixaremos nada de prejuízo a não ser aqueles que são previstos durante uma gestão. Nesse temos a possibilidade de qualquer gestão dar continuidade a esse projeto, que eu acredito que seja o mais importante, ou caso uma das partes não esteja segura, essa gestão dará uma resposta referente a esse contrato”, afirmou Teixeira.
O dirigente também foi questionado sobre ter dado o CT Meninos da Vila como garantia de pagamento da dívida, o que fere o artigo 80 do Estatuto Social do clube. Pelo artigo, qualquer alienação de patrimônio deveria ser aprovada pelo Conselho Deliberativo.
“Quantas execuções ocorreram ao longo da nossa história? Várias delas. Não temos um contrato judicial. Existe um contrato em vigência, que está sendo cumprido. Caso esse contrato venha para a esfera judicial, o Santos terá condições se defender através do jurídico e não perder o seu patrimônio. Logicamente nós damos o ônibus, damos a chácara (Nicolau Moran), o CT, inúmeros imóveis como garantia judicial. Esse não é um contrato judicial. É um contrato que está sendo muito importante para o Santos. A NR não tem nada a ver com questões políticas do clube. A nova gestão quer a continuidade do projeto, a continuidade será natural. Não quer a continuidade, as partes vão se entender. Não creio por parte do Santos ou da NR exista qualquer embate político ou judicial contra a imagem dessas partes, até pela história constituída pelo Neymar no Santos. Nós precisamos da continuidade desse trabalho por pelo menos mais três anos para que o Santos consiga concretizar o que está sendo traçado com a NR Sports”, afirmou o dirigente.
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