
Elenco do Santos recebeu pagamento pré-partida contra o Deportivo Cuenca (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
Após a derrota para o Deportivo Cuenca, no Equador, o técnico Cuca também abordou a situação dos atrasos nos direitos de imagem do elenco do Santos e pediu cautela nas análises, destacando que o clube já iniciou a regularização dos valores.
O Santos efetuou, na tarde de terça-feira, o pagamento do salário referente ao mês de março e quitou uma das parcelas de direitos de imagem em atraso. A movimentação ocorreu após uma reunião entre jogadores e diretoria, realizada em Cuenca, para tratar da situação financeira.
Com isso, o clube reduziu momentaneamente o débito, mas ainda mantém uma parcela de direitos de imagem em aberto. Caso não haja novos pagamentos até o dia 20 de abril, o Santos voltará a acumular dois meses de atraso nesse tipo de compromisso.
“O que passa… nós temos que ter equilíbrio para falar disso, porque é muito fácil atirar pedra. O Santos sofreu um transfer ban do zagueiro Basso e teve que pagar para poder trabalhar na janela. De repente, era um dinheiro que se pagaria a imagem atrasada. Vazou a notícia, correram atrás e já pagaram pelo menos uma imagem, se não me engano, mais a carteira”, afirmou Cuca.
A cobrança partiu de lideranças do elenco, que buscaram entender o planejamento da diretoria para regularizar os valores pendentes. Internamente, o atraso já gerava incômodo, principalmente pela possibilidade de atingir três meses em aberto, o que foi evitado com o pagamento parcial.
Cuca reconheceu que o cenário não é ideal, mas minimizou o impacto no dia a dia do grupo e reforçou a confiança na diretoria.
“Não é normal? Não é normal, mas também não é o fim do mundo. Temos que saber conviver com isso, passar voto de confiança para nossos diretores, nosso presidente. Nós passamos. E não deixar isso fazer parte do dia a dia. É muito melhor ter a haver do que estar devendo. Então, temos a haver e daqui a pouco acerta”, completou.
Nos bastidores, a situação financeira segue pressionada. O caixa do clube está comprometido até o meio do ano, sem previsão de receitas imediatas, e a diretoria não descarta a venda de um jogador formado na base para equilibrar as contas, como ocorreu na negociação do lateral Souza com o Tottenham.
O balanço financeiro mais recente aponta uma dívida próxima de R$ 1 bilhão, com parte significativa dos compromissos a curto prazo, o que limita a capacidade de regularização imediata de todos os débitos.
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