Arão negou tom de cobrança vindo dos jogadores por pagamento (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

Após a derrota do Santos por 1 a 0 para o Deportivo Cuenca  na noite desta quarta-feira, na estreia na Copa Sul-Americana, o volante Willian Arão minimizou o atraso na pagamento dos salários de março e afirmou que a situação não interferiu no desempenho da equipe no confronto.

“O que eu posso falar é desde a minha chegada até hoje. Foi a primeira vez que teve um atraso. A diretoria vem fazendo todo esforço para cumprir com os compromissos e também temos que reconhecer. Às vezes um pagamento de patrocínio atrasa ou acontece algo no meio do caminho, temos que entender também. Somos profissionais e a gente entende desde que o clube passe uma posição para nós do que está acontecendo. É importante ter esse diálogo, mas não em tom de cobrança, mas só para a gente se organizar, temos família e contas a pagar, mas temos que nos organizar. Vi que vazou que líderes do elenco teriam cobrado, não teve nada disso, não cobramos nada. Eles mesmos que vem falar com a gente o que está acontecendo e que precisam de mais tempo para pagar. Tudo certo, não vai ser isso que vai fazer a gente deixar de correr ou deixar de gol. Não foi isso que fez a bola não entrar no jogo, temos que trabalhar mais e corrigir os erros”, afirmou em entrevista ao De Olho no Peixe.

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Na coletiva após o confronto em Cuenca, o técnico Cuca também falou sobre o assunto afirmando que o Peixe iniciou a regularização dos pagamentos e minimizou o impacto disso em campo, reforçando dificuldades como o transferban recente sofrido pela contratação do zagueiro João Basso ao Arouca (Portugal).

Apesar da negativa de cobrança na declaração de Arão, o Diário do Peixe apurou que houve sim um pedido por líderes do elenco para a realização dos pagamentos. Antes do jogo nesta terça-feira (08), o Alvinegro pagou o salário de março e quitou uma das parcelas de direitos de imagem em atraso.

Com isso, o clube reduziu momentaneamente o débito, mas ainda mantém uma parcela de direitos de imagem em aberto. Caso não haja novos pagamentos até o dia 20 de abril, o Santos voltará a acumular dois meses de atraso nesse tipo de compromisso.