Neymar foi o autor do gol do Peixe (Crédito: Divulgação Santos FC)

No dia do aniversário do clube, o Santos mais uma vez decepciona o seu torcedor e apenas empata em casa com o fraco Recoleta em 1 a 1, na Vila Belmiro. O resultado complica o Peixe na Copa Sul-Americana, pois o clube ocupa a lanterna de seu grupo, com apenas um ponto em seis disputados.

O jogo

O juiz mal apitou e o Santos já abriu o placar, aos 3 minutos de jogo. Depois da bola roubada no sistema defensivo, Gabigol foi acionado pela esquerda, invadiu a área e cruzou rasteiro. A bola passou pela primeira trave e caiu nos pés de Neymar, que dentro da pequena área e sem goleiro, só empurrou para o fundo do gol. Santos 1 a 0.

Dois minutos depois quase outro do Peixe. Após bate-rebate na área do Recoleta, a bola sobrou para Gabriel Bontempo, que finalizou de esquerda, mas fraco, facilitando a vida do goleiro do time paraguaio.

O Santos seguiu com total domínio da partida e sem sofrer lá atrás. Mas só foi chegar com perigo novamente aos 30 minutos. Em toques de primeira, Gabriel Bontempo deu de calcanhar e Neymar um lindo passe de cobertura, colocando Gabigol na cara do gol. Mas o atacante santista pegou mal na bola, que morreu nas mãos de Toledo.

Aos 34 minutos mais uma grande chance desperdiçada pelo Peixe. O goleiro Toledo saiu jogando errado, Gustavo Henrique interceptou o passe e a bola caiu nos pés do Neymar. O atacante tentou encobrir o arqueiro paraguaio, que estava fora da área, mas errou a pontaria.

O primeiro tempo parecia que iria acabar sem nenhuma jogada do Recoleta, mas aos 43 pênalti para o time paraguaio. Luan Peres perdeu o tempo da bola e cometeu um pênalti mais do que infantil, atropelando adversário em uma jogada aérea no bico da área. Ortiz bateu com categoria, colocando Brazão de um lado e bola do outro. O placar de 1 a 1 fez o Santos sair vaiado de campo no fim do primeiro tempo.

Precisando vencer, o Santos voltou para a segunda etapa no ataque. E aos 2 minutos a primeira boa oportunidade. Neymar, em jogada individual, passou por três marcadores e tocou para Bontempo, que de dentro da área soltou uma bomba, mas por cima do gol.

Aos 11 minutos, mais uma boa chegada do Peixe. Após batida de escanteio na primeira trave, o zagueiro Pereira se chocou com o goleiro Toledo e quase marcou contra.

Cuca então promoveu três substituições, colocando em campo Miguelito, Rollheiser e Thaciano. E no primeiro lance de ataque na sequência, a melhor chance da equipe na segunda etapa. Miguelito foi na linha de fundo e cruzou na cabeça de Rollheiser. O zagueiro Pereira salvou na linha, e Cardozo depois completou colocando a bola para a linha de fundo.

Só dá Santos! Neymar tabelou com Miguelito, que ficou na cara do gol. Mas o meia santista chutou fraco, nas mãos do goleiro Toledo.

O Peixe seguiu até o final pressionando. Aos 46, Rafael Gonzaga chutou de longe e obrigou Toledo a fazer grande defesa. Na sequência, foi a vez de Thaciano quase marcar no cruzamento, mas o goleiro paraguaio conseguiu colocar a bola para fora.

Mas foi só, o domínio do Santos não foi suficiente para vencer a partida. E o empate em 1 a 1 complicou o Santos na Sul-Americana. O Peixe saiu de campo vaiado, no primeiro e no segundo tempo. E de forma merecida!

FICHA TÉCNICA

Santos 1 x 1 Recoleta

Competição: 2ª rodada da Copa sul-Americana
Data e hora: 14 de abril de 2026, às 21h30 (horário de Brasília)
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Fernando Vejar (Chile)
Assistentes: Jose Retamal (Chile) e Miguel Rocha (Chile)
VAR: Juan Lara (Chile)

Público: 9.648
Renda: R$504.381,26

Cartões amarelos: Neymar e Gabriel Bontempo (SAN); Ortiz, Pereira e Toledo (REC)

Gols: Neymar aos 3 minutos do primeiro tempo (SAN); Ortiz aos 45 minutos do primeiro tempo (REC)

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Lautaro Díaz) , Adonis Frías, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo (Rollheiser) e Neymar; Moisés (Miguelito) e Gabriel Barbosa (Thaciano). Técnico: Cuca

RECOLETA: Toledo; Figueredo (Medina), Pereira, Cardozo e Mendoza; Galeano (Mathías Mais), Domínguez, López (Claudio Garay) e Schupp (Núñez); Vidal (Noguera) e Ortiz. Técnico: Jorge González