
Lautaro soma 15 partidas pelo clube e apenas um gol marcado em 2026 (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
Após a derrota por 3 a 2 para o Fluminense, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o auxiliar técnico Cuquinha explicou a entrada de Lautaro Díaz no segundo tempo, uma das decisões mais questionadas pela torcida santista após a virada sofrida dentro de casa.
Lautaro foi a segunda substituição do Santos na partida. O atacante entrou na vaga de Barreal, autor do segundo gol santista, que sentiu câimbras logo após a comemoração. Durante o atendimento ao argentino, o Peixe ficou momentaneamente com um jogador a menos em campo e acabou sofrendo o gol de empate. Mesmo após o lance, a comissão técnica optou por colocar o camisa 19, o que gerou críticas nas arquibancadas.
Ao justificar a escolha, Cuquinha afirmou que a mudança já havia sido trabalhada nos treinamentos e tinha como principal objetivo explorar os contra-ataques nos minutos finais da partida.
“Foi treinado. Lautaro foi chamado no 2 a 1. E nós tínhamos o contra-ataque com ele. No Maracanã ele já fez isso. Para não chamar o Fluminense, nós chamamos o Lautaro, como chamamos o Rony. Ele marca, é um guerreiro, ajuda muito. Só que foge da gente o que vai acontecer”, disse.
Na sequência, o auxiliar reforçou que a entrada do atacante foi pensada pela capacidade de recomposição e pela velocidade para atacar os espaços deixados pelo adversário.
“Ele foi treinado para ajudar. Ele recompõe. Marca bem. Tem velocidade, ajuda na bola parada. Todo jogador tem carências e valias. O Lautaro vai ajudar ainda. Tenho certeza. Torcida implica com eles e outros jogadores. A intenção nossa era ter a velocidade para o contra-ataque. Tínhamos treinado, sabíamos que poderia acontecer. No 2 a 1 nós ficamos com um a menos. Estavam tentando recuperar o Barreal, por isso o Lautaro não foi chamado de imediato. Quando foi chamado, tomamos o empate”, completou.
Cuquinha também explicou por que utilizou apenas quatro das cinco substituições permitidas, mesmo com outras opções no banco de reservas durante o confronto.
“Olhar para o banco, ver quem tem e a necessidade durante o jogo, temos N ideias. Às vezes dá certo, às vezes não. Não via um predomínio tão grande do Fluminense, de ter risco de tomar gol a qualquer momento. Tínhamos o controle do jogo e achávamos que poderíamos chegar ao terceiro gol. Foi em cima disso. Garanto que quem entrasse, se houvesse necessidade, nós colocaríamos”, finalizou.
As mudanças do Santos foram Rafael Gonzaga no lugar de Moisés no intervalo, Lautaro Díaz na vaga de Barreal aos 16 minutos do segundo tempo, Rollheiser substituindo Gustavo Henrique aos 36 e Thaciano entrando no lugar de Gabriel Bontempo aos 44 da etapa final. Em 2026, Lautaro soma 15 partidas pelo clube e apenas um gol marcado.
Com o resultado, o Santos permanece na 15ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 13 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Peixe será na quarta-feira (22), às 19h30, contra o Coritiba, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil.
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