
Cuca venceu quatro jogos no comando do Santos (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
O técnico Cuca voltou a demonstrar preocupação com a condição física do elenco do Santos após o empate em 2 a 2 diante do San Lorenzo, pela Copa Sul-Americana. Depois de abrir 2 a 0 na Vila Belmiro, o Peixe voltou a sofrer queda de rendimento no segundo tempo e deixou escapar mais uma vitória na temporada.
A saída de Rollheiser no intervalo foi um dos pontos questionados após a partida, mas não foi o único caso. Improvisado na lateral esquerda, Barreal também precisou ser substituído por desgaste físico. Além deles, Igor Vinícius e Miguelito demonstraram sinais de cansaço ao longo da partida.
Durante a coletiva, Cuca explicou que o elenco vem sofrendo para sustentar intensidade durante os 90 minutos e revelou que muitos atletas estão atuando no limite físico.
“Temos dosado muito para eles poderem estar com energia, mas não está sendo suficiente para aguentar 90 minutos. Envolve o aspecto clínico, porque é dor na posterior, Gustavinho tem dor no púbis, temos que treinar pouco para não desgastar. Igor também tem um cansaço grande, é o único lateral que temos hoje. Mayke, que jogou no domingo sem a melhor condição, está fora. Na esquerda, só temos o Rafael. Temos uma dificuldade muito grande de manutenção do time com as trocas que fazemos para manter o mesmo nível”, explicou o treinador.
O Santos já possui uma lista importante de problemas físicos no elenco. Atualmente, o departamento médico conta com Thaciano, João Schmidt e Gabriel Menino, todos com lesões musculares. Neymar também está fora momentaneamente após sofrer uma lesão leve na panturrilha direita.
Segundo Cuca, a situação acaba obrigando a comissão técnica a reduzir carga de treinamento para evitar novos problemas, mas isso também dificulta uma evolução física mais consistente da equipe.
“Você tem que trabalhar em cima do que tem. Não vou falar da antiga comissão, falo do que tive, tive bastante tempo para equilibrar o preparo físico deles, mas condição não. Gustavinho não aguentou, Bontempo não está aguentando. Você tem que fazer as trocas e não temos tantas opções assim. Temos dificuldades nas laterais, jogadores estão indo no limite. Barreal hoje, Rollheiser saiu no intervalo, já era para ter saído antes. Essas coisas preocupam, porque o jogador tem que jogar saudável. Senão vai ter um risco grande de machucar, e nosso elenco não permite que façamos todas as mudanças necessárias”, completou.
Os números recentes refletem a dificuldade santista em sustentar resultados. Desde a chegada de Cuca, o Santos disputou 16 partidas e, em sete delas, saiu na frente do placar antes de sofrer empate ou virada dos adversários.
Agora, o Peixe volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe enfrenta o Grêmio neste sábado, às 19h (de Brasília), na Arena do Grêmio, pela 17ª rodada da competição.
Na sequência, o Santos encara o Deportivo Cuenca, na próxima terça-feira, na Vila Belmiro, em duelo decisivo pela Sul-Americana. Com quatro pontos, o clube segue na lanterna do Grupo D, sem chances de liderança, mas ainda vivo na disputa pela segunda colocação, que vale vaga nos playoffs do torneio continental.
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