Santos teve relação com Japão no passado (Crédito: Assophis)

Em clima de Copa do Mundo em duelo entre Brasil e Japão, a Assophis (grupo de historiadores e pesquisadores da história do Santos) levantou dados sobre jogadores japoneses no clube.

Yasutoshi Miura

Ainda na década de 1980, o zagueiro Yasutoshi Miura fez um intercambio na Vila Belmiro. Dono de convocações para a Seleção Japonesa, esteve muito próximo de disputar a Copa do Mundo de 1990.

Kazuyoshi Miura (1986 e 1990)

Quem realmente entrou para a história foi seu irmão mais novo, Kazuyoshi Miura.
Natural de Shizuoka, “Kazu” foi o primeiro grande jogador japonês a atuar no futebol brasileiro. Defendeu o Santos em duas passagens, entre 1986 e 1990, disputando 35 partidas e marcando quatro gols. Com seu talento e carisma, conquistou rapidamente a torcida santista e se tornou um dos maiores ídolos da história do futebol japonês.

Kazuyoshi Miura (1986 e 1990)

Quem realmente entrou para a história foi seu irmão mais novo, Kazuyoshi Miura.
Natural de Shizuoka, “Kazu” foi o primeiro grande jogador japonês a atuar no futebol brasileiro. Defendeu o Santos em duas passagens, entre 1986 e 1990, disputando 35 partidas e marcando quatro gols. Com seu talento e carisma, conquistou rapidamente a torcida santista e se tornou um dos maiores ídolos da história do futebol japonês.

Musashi Mizushima (1988)

Outro japonês que vestiu a camisa santista foi Musashi Mizushima. Revelado nas categorias de base do São Paulo, chegou ao Brasil graças a uma indicação de Pelé. Patrocinado pela Yashica, não gerou custos ao clube paulista e fez toda sua formação no país antes de subir ao elenco profissional em 1984. Sua trajetória no Brasil inspirou Yoichi Takahashi na criação do mundialmente famoso mangá e animê Captain Tsubasa (Super Campeões), obra que ajudou a popularizar o futebol entre os jovens japoneses.

Pelo Santos, Musashi disputou apenas uma partida oficial. Foi no empate sem gols diante do Ferroviário de Itu (atual Ituano), em 19 de junho de 1988, quando entrou no segundo tempo na vaga de Tuíco.

Masakiyo Maezono (1998)

Em 1998, foi a vez de Masakiyo Maezono desembarcar na Vila Belmiro. Vivendo um momento difícil no futebol japonês e fora da convocação para a Copa do Mundo da França, o meia-atacante decidiu recomeçar no Brasil. Para isso, abriu mão do salário de aproximadamente US$ 120 mil mensais que recebia no Verdy Kawasaki para atuar no Santos por cerca de R$ 30 mil.

Dois anos antes, Maezono havia sido capitão da Seleção Japonesa na Olimpíada de Atlanta, quando os japoneses surpreenderam o Brasil e venceram por 1 a 0, em um dos maiores resultados da história do futebol do país.

Antes de chegar ao Santos, seu empresário, Sylvio Aki, tentou negociá-lo com São Paulo, Goiás e Paraná Clube. Quem aprovou sua contratação foi Emerson Leão, que já conhecia o jogador dos tempos em que comandou o Verdy Kawasaki.

O acordo entre Santos e Verdy previa o empréstimo de Maezono ao Peixe até o fim de 1998, enquanto o zagueiro Daniel seguia para o clube japonês pelo mesmo período. A contratação também teve enorme impacto comercial: segundo o empresário, cerca de 100 mil camisas do Santos foram encomendadas por empresas japonesas.

Na Vila Belmiro, a torcida rapidamente adotou o novo reforço. O famoso coro de “Um, dois, três… coloca o japonês!” ecoava nas arquibancadas até que Emerson Leão atendeu aos pedidos.

A estreia aconteceu apenas 22 dias após sua chegada ao Brasil e foi inesquecível. No primeiro toque na bola, Maezono abriu o placar diante da Portuguesa, uma das equipes que disputava as primeiras posições do Campeonato Brasileiro ao lado do Santos.

Apesar do início promissor, sua passagem foi curta: disputou apenas mais quatro partidas antes de retornar ao Japão.

Tomo Sugawara (1999)

No ano seguinte, chegou ao Santos o volante Tomo Sugawara. Natural de Hokkaido, também conhecido por Emerson Leão dos tempos de Verdy Kawasaki, o japonês teve passagem rápida pelo clube, realizando apenas quatro jogos. Sua estreia aconteceu em 16 de maio de 1999, no empate por 1 a 1 diante do Mogi Mirim, quando entrou no lugar de Marcos Basílio e teve boa atuação.

Mas o episódio mais curioso veio durante a partida. Ao deixar o gramado, Jorginho lançou a braçadeira de capitão na direção do japonês. Sugawara imaginou que receberia a honraria e imediatamente colocou a faixa no braço. Na verdade, Jorginho pretendia que ele apenas entregasse a braçadeira ao zagueiro Narciso.

Provavelmente, Sugawara ainda conta essa divertida história na Terra do Sol Nascente.

Descendentes também marcaram época

Além dos japoneses, alguns descendentes tiveram passagens importantes pelo Santos.
Nos anos 1960, destacou-se Alexandre Kaneko. Embora tenha feito poucos jogos, entrou para a história ao executar, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, um lance que ficou conhecido como “lençol psicodélico”, considerado por muitos a primeira carretilha registrada no futebol brasileiro. Décadas depois, outros descendentes defenderam o Peixe, como Paulinho Kobayashi e Rodrigo Tabata