
Alexandre Mattos tem contrato com o Santos até o fim de 2026 (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
O Santos segue monitorando os desdobramentos da tragédia causada pelos terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias. O clube mantém contato frequente com a Conmebol e com a CBF para acompanhar a situação e saber se haverá alguma alteração nos confrontos diante da Universidad Central, pelos playoffs da Copa Sul-Americana.
O executivo de futebol Alexandre Mattos afirmou que, neste momento, a prioridade do clube é a situação enfrentada pela população venezuelana. Segundo o dirigente, qualquer definição sobre os jogos depende da evolução do cenário no país.
“Primeiro, a gente olha o lado humano. É uma catástrofe, uma tragédia. Vão todas as nossas orações e energias positivas. A preocupação é com o povo. O lado humano é o primeiro ponto. O Santos, como todo cidadão do mundo, está enviando energia positiva para que conforte as pessoas de maneira geral na Venezuela”, afirmou.
Na sequência, Mattos explicou que o Santos acompanha diariamente as informações das entidades responsáveis pela competição, mas ressaltou que ainda não existe qualquer definição sobre uma possível mudança de local ou de datas.
“Em segundo plano, a gente vai mantendo contato de maneira diária com a Conmebol e com a CBF para entender o que está acontecendo, sempre respeitando o momento de todos na Venezuela. Nem a Conmebol tem noção de como vão ficar as coisas. Mas, se houver alguma mudança, eles vão nos informar o mais rápido possível”, disse.
Até o momento, a programação da Copa Sul-Americana permanece inalterada. O duelo de ida entre Universidad Central e Santos está marcado para o dia 21 de julho, em Caracas. A partida de volta será disputada em 28 de julho, na Vila Belmiro. Quem avançar enfrentará o Macará, do Equador, nas oitavas de final da competição.
A Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 em um intervalo inferior a um minuto, os mais fortes registrados no país em mais de um século. Segundo o balanço mais recente das autoridades locais, 1.450 pessoas morreram, enquanto milhares ficaram feridas e cerca de 50 mil seguem desaparecidas, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). Além das vítimas, o desastre provocou danos em hospitais, prédios públicos e na infraestrutura de diversas cidades.
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