
Marinho comemora o seu gol na goleada sobre o Cruzeiro (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
O Santos fez uma das melhores partidas no Campeonato Brasileiro na goleada por 4 a 1 sobre o Cruzeiro na noite deste sábado, na Vila Belmiro. Exceto o goleiro Everson o lateral-esquerdo Felipe Jonatan e o zagueiro Lucas Veríssimo, todos os outros jogadores estiveram em seu melhor nível. Confira a avaliação do DIÁRIO.
Everson – Fez uma boa defesa em cobrança de falta de Thiago Neves, mas o lance do gol era defensável. Nota 5,0
Pará – Foi eficiente na marcação e esperto no início das jogadas de ataque. Em uma delas saiu o gol de empate do Peixe diante do Cruzeiro. Nota 6,5
Lucas Veríssimo – Atuação pouco abaixo do seu nível. Bobeou no lance do gol e em outros dois lances perigosos do Cruzeiro. Nota 5,0
Gustavo Henrique – Ganhou quase todas as jogadas e deu um lançamento maravilhoso para deixar Carlos Sánchez na cara do gol. Nota 7,0
Felipe Jonatan – Inseguro na defesa e pouco eficiente no apoio ao ataque. Não aproveitou a chance de se firmar na vaga de Jorge. Nota 5,0
Luan Peres – Jogou pouco tempo. Sem nota
Alison – Um monstro. Preciso demais nas coberturas, ganhou praticamente todas as disputas. Nota 8,0
Carlos Sánchez – O maestro do time. Participou de três dos quatro gols da equipe sempre com passes precisos e ditou o ritmo do jogo. Nota 8,5
Evandro – Deu duas assistências e teve uma das melhores atuações com a camisa do Santos. Nota 8,0
Marinho – Fez um gol e deitou e rolou em cima do lateral-esquerdo Egídio. Mais uma grande atuação. Nota 8,0
Eduardo Sasha – Fez o gol de empate e o corta-luz para o gol de Soteldo. Partida muito inteligente. Nota 7,5
Diego Pituca – Entrou com muita vontade e foi premiado com o quarto gol. Nota 7,0
Soteldo – Mais uma vez um dos destaques do time. Fez um gol e deu muito trabalho pelo lado esquerdo do campo. Nota 8,0
Kaio Jorge – O garoto jogou pouco tempo. Sem nota
Jorge Sampaoli – O time fez jogadas muito bem trabalhadas na partida e controlou o jogo mais uma vez. Talvez pudesse apenas ter colocado Kaio Jorge um pouco antes. Nota 8.07
Partida muito boa do Santos. Parece que o trabalho do Sampaoli amadureceu e nas últimas partidas o treinador parou de inventar e tem adotado escalação mais convencional (lateral na lateral, zagueiro na zaga…). Ponto negativo foi o goleiro Everson, que parece que precisa alongar os braços (tem tomado goles que parecem defensáveis). O Para jogou sem comprometer e o Felipe Jonatan, apesar de alguns vacilos, e mais vibrante e chega mais no ataque que o Jorge. No meio, o Evandro surpreendeu e fez a sua melhor partida com a camisa do Santos (só faltou o gol). O ataque iniciou a partida falhando na conclusão das jogadas, mas depois se acertou. Se o Sampaoli sair, vai deixar o time no momento em que o seu trabalho começa a mostrar consistência, sem oscilações. Com Sampaoli, com padrão de jogo bem definido, uma base montada e mais alguns reforços pontuais, a equipe poderia fazer uma boa competição na Libertadores. Sem Sampaoli, com o presidente centralizador isolado nas suas alucinações, com algum treineiro daqueles que sempre são lembrados na dança das cadeiras, que sempre que passam, só deixam de lembrança a multa rescisória e os leandros donizetes, os felizes caridosos, na mesmice que atrasa o futebol (como Luxemburgo, Dorival, Abelao, Osvaldo Oliveira, Cuca, Mancini, Autuori), o futuro é incerto. Neste ano, o Santos viveu momentos de time grande, respeitado pelos adversários, talvez, no próximo ano, venha a ser um desses grande no nome, mas mediocre no futebol, como o Cruzeiro, Vasco, São Paulo, Fluminense, Atlético…