
Campo 3 do CT Rei Pelé (ao fundo) passará por reformas (Crédito: Caíque Stiva)
O Santos tem planos para promover uma grande mudança no CT Rei Pelé. Ainda no primeiro semestre, o clube pretende reformar o campo 3, utilizado pelas categorias de base, em um “miniestádio”.
A ideia do Santos é fazer com que os Meninos da Vila (e até as Sereias quando a Vila não estiver disponível) possam disputar competições da CBF no próprio CT – no ano passado, a base e o feminino do Peixe realizaram seus jogos no estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.
Além disso, o Santos quer entregar um campo nas melhores condições para seus atletas de base para que as condições do gramado não causem lesões que poderiam ser evitadas.
Por isso, o Santos já inciou a troca do gramado sintético, que já apresentava sinais de desgaste. O prazo establecido pelo Santos para a conclusão dos detalhes é até o fim do primeiro trimestre, mas o clube depende do andamento das obras no local, que não pode ocorrer em dias de chuva.
Veja o que o Santos quer mudar:
– Ajuste no nivelamento do gramado
– Melhoria na grama sintética
– Gramado com base de fibra de coco, para absorver melhor a umidade
– Instalação de refletores
Assim, a base do Santos poderá se sentir em casa para disputar campeonatos como Brasileirão e Paulistão de cada categoria.
Outro ponto da mudança é a preservação da Vila Belmiro. Com uma nova opção “caseira” de estádio, o Peixe poderá poupar o gramado do Alçapão e preservá-lo para jogos do profissional (masculino e feminino) e partidas decisivas da base.
Dia desses, o comentarista do Sport TV falava do Mirassol. Com o percentual que recebeu pela venda do Luiz Araújo, feita pelos bambis em 2018, o clube do interior construiu um CT, que foi utilizado na preparação do time Sub 20 na Taça São Paulo. O Mirassol, recebeu o dinheiro e investiu em patrimônio para melhorar a estrutura da base, ou seja para gerar patrimônio. Coincidência ou não, Felipe Micael, foi um dos artilheiros da Copinha. É lógico que o Micael não foi fruto do novo CT, pois o Sub 20 é resultado de alguns anos de trabalho, ou da captação de jogadores já formado em outros times, mas mostra que o Mirassol percebeu que o caminho é investir na base. O Santos FC que já ganhou muito dinheiro com a venda de joias não investiu um Pluto na infraestrutura da base. Gastou tudo na contratação e salários de medalhões em fim de carreira, como Damião, Donizete, Brysn Ruiz, Cueva, Uribe. Essa reforma no campo de treinamento é coisa mínima, mas é um começo. Muito tímido, mas, enfim, alguma melhoria para essa base que, à exceção do Rayo Rodrigo, só tem decepcionado nas últimas safras.