
Um dos líderes do Peixe Carlos Sánchez é o atleta mais experiente do elenco, com atuação em Copa do Mundo e carreira internacional de sucesso (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
As diferenças entre os trabalhos de Jorge Sampaoli e Jesualdo Ferreira ainda são sentidas no elenco do Santos. De acordo com o meia Carlos Sánchez, os jogadores ainda estão se adaptando ao estilo de trabalho do português.
Em coletiva nesta terça-feira, no CT Rei Pelé, Sánchez ainda explicou que os treinadores têm filosofias de jogo bastante diferentes, e por isso o time tem demorado a engrenar neste Campeonato Paulista.
“Tem outra filosofia de trabalho que não é pressionar. Temos que esperar para pressionar e jogar. Sampaoli sempre pedia para o time jogar no campo rival, mas agora temos outra filosofia que o Jesualdo está aplicando. Percebemos bastante a mudança neste início, porque estávamos acostumados com outra maneira de jogar. Custou um pouco, mas estamos nos adaptando. Temos que seguir jogando e nos concentrando no que pede o treinador”, explicou.
Sánchez também falou sobre o período de adaptação do elenco ao estilo do técnico Jesualdo. O uruguaio relembrou o início de trabalho com Sampaoli e explicou que leva tempo para a equipe encontrar a forma ideal de jogo.
“Com Sampaoli, aconteceu o mesmo. No primeiro jogo, não fazíamos o que ele pedia. Então, fomos amadurecendo com os jogos. Agora está acontecendo o mesmo. Ele tem um sistema de jogo muito diferente. Sistema todo novo requer adaptação de todos. Por isso, às vezes não encontramos a forma de jogar que ele nos pede. A cada dia vamos melhorar e nos concentrar mais. Vamos polindo o time para que as coisas ruins não aconteçam no futuro”, disse.
O Santos volta a campo no sábado de Carnaval, às 16h30, para enfrentar o Ituano, no estádio Novelli Jr, em Itu. O Peixe é o líder do Grupo A do Paulistão, com 11 pontos, seguido pela Ponte Preta (6 pontos).
“[…] não é pressionar. Temos que esperar para pressionar e jogar”. Pelo jeito, a filosofia e ficar correndo atrás do adversário. Estilo “reativo”. E o prometido jogo ofensivo? O time chega pouco ao ataque e chuta uma ou duas vezes por partida. O que faz a equipe de análise de desempenho? E o que diz o analista tático/comentarista que veio na equipe do Jesualdo? Quando chegou, o Jesualdo tinha dito que iria aproveitar o que tinha de bom do trabalho anterior e corrigir falhas. Pelo jeito, considerou que não havia nada de bom no esquema que foi vice do Brasileirão e que goleou o Flamengo.