
Madson fez sua estreia com a camisa do Santos (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
O lateral-direito Madson, enfim, fez sua estreia com a camisa do Santos. Titular na vitória do Peixe sobre o Mirassol, por 3 a 1, na Vila Belmiro, o camisa 13 deu seu cartão de visitas ao torcedor santista, e mostrou que é um jogador de velocidade, que chega bastante ao ataque, tem qualidade no cruzamento. O estilo é oposto ao companheiro de posição, Pará, que tem como maior característica a força na marcação e sobe bem pouco ao ataque.
No jogo deste sábado, Madson atuou por 80 minutos, até ser substituído por Pará. Além de poder mostrar seu futebol para a torcida, o lateral também pôde atuar para o técnico Jesualdo Ferreira, que chegou a dizer que ainda conhece pouco o estilo de jogo do atleta.
Em entrevista coletiva após a partida, Jesualdo explicou o motivo da demora em colocar Madson para jogar, mas elogiou o desempenho observado no jogo deste sábado, principalmente por ser a primeira partida do lateral após sofrer uma lesão na pré-temporada.
“Vocês conhecem o Madson melhor que eu. Conheço pouco, com todo respeito. Em dois dias de trabalho ele sentiu, decidi que deveria fazer recuperação adequada. Acelerar como pensavam e desejavam poderia ter sido o fim dele. Pensei se hoje (sábado) foi o dia certo, algum dia tinha que ser. É lateral diferente do Pará, um com mais experiência, entrou e nada ocorreu, e outro mais jovema. Profundidade que às vezes é necessária. Está com ele, no corpo e na cabeça, à resposta necessária da lesão que teve, com pouco tempo de trabalho para jogar nessa intensidade e taticamente muita coisa para registrar também”, disse.
Além disso, Jesualdo também se aprofundou nas características de Madson. Por ter características opostas às de Pará, o lateral sacia as necessidades da equipe e faz o setor ficar completo.
Jesualdo também falou sobre a busca do Santos por um lateral-esquerdo. Com apenas Felipe Jonatan na posição, o português precisou improvisar Luan Peres na função no jogo da última terça-feira.
“Lateral para frente, que vai e vem, para trás é mais difícil. Na frente vai muito bem. É preciso tirar vantagens disso. Temos dois laterais-direitos e falta o esquerdo, vamos chegar se Deus quiser. Temos tido respostas dentro do elenco. É uma das coisas que mais têm me dado prazer. Muitos jovens, como o Ceará hoje. Encontrar respostas para ter um elenco competitivo e bom. E vamos chegar lá”.
O Santos volta a campo na próxima terça-feira, quando enfrenta o Delfin, do Equador, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. A partida, porém, terá portões fechados e não contará com a presença de torcedores.
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