
O presidente José Carlos Peres rebateu as críticas públicas de Lucas Veríssimo (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Os bastidores do Santos estão longe da calmaria. A prova foi dada após o clássico contra o São Paulo, disputado sábado, no Morumbi.
Sem a tradicional entrevista coletiva do técnico Jesualdo Ferreira, foi o presidente José Carlos Peres quem apareceu para conversar com os poucos jornalistas credenciados para a cobertura do clássico.
O mandatário santista conversou com o globoesporte.com, um dos detentores dos direitos de transmissão do Paulistão, e falou sobre o caso Lucas Veríssimo.
O zagueiro cobrou publicamente a diretoria no meio dessa semana, pedindo uma valorização.
“A gente avisou da outra vez e não queremos que se torne hábito acabar uma partida e vir cobrar a diretoria. Mesmo porque os salários estão em dia, ele não pode reclamar”, disparou Peres.
“O Santos é um dos únicos times do Brasil que estão pagando em dia. Ele tem que pensar no que está acontecendo de bom. Ele tem dois anos e meio de contrato. Não entendo por que está acontecendo isso, mas se cobra muito cedo por um novo contrato. Você faz um contrato por quatro anos, com dois anos e meio ele quer uma valorização”.
“Tudo acertado”
O presidente também deixou claro que já estava tudo acertado para um novo acordo entre o Santos e o defensor, com a valorização desejada. Mas que a declaração do zagueiro acabou atrapalhando os planos.
“Entendemos que o Veríssimo é um grande jogador, tem feito grandes partidas. Lamentavelmente se pronunciou no momento errado e no lugar errado. Ele sabe onde é a sala da presidência, vai lá e é bem atendido. Por incrível que pareça, tudo acertado, e a gente só não falou antes do jogo para não prejudicar o desempenho do jogador. Mas isso acaba atrasando tudo. Foi um ato de indisciplina, tratado internamente. Esperamos que não se repita com ele e mais nenhum jogador. Acima dele e do presidente, existe a imagem do clube”, completou.
Veríssimo e o Santos se preparam agora para enfrentar o Santo André. A partida será no próximo sábado, às 17 horas, na Arena Barueri, caso o campeonato não seja interrompido pela Federação Paulista após reunião desta segunda-feira.
Uma vitória garante ao Peixe a classificação e o primeiro lugar do grupo.
A cobrança por meio da mídia é um desrespeito ao clube, mas, parece que essa é a forma encontrada pelos funcionários para conseguir contato com o presidente. Antes do Veríssimo, vários outros agiram dessa forma (o Cuca, o Bruno Henrique, o Sampaoli, os diretores que deixaram o clube, o Marinho, o Derlis, o Autuori). Se o presidente não cumpriu o que foi prometido e dificulta o contato, os funcionários tentam os meios de que dispõem. O Sampaoli disse que ficou meses sem falar com o presidente do Santos. O Veríssimo citou o caso do Soteldo, em situação similar ao do zagueiro, que foi “valorizado” rapidinho, em uma semana, dando a entender que os estrangeiros têm uma solução mais ágil. O Veríssimo não pode reclamar, mas pode falhar no jogo aéreo. O Peres pode fingir que está tudo conforme o combinado e os jogadores podem fingir que jogam.