Na sequência da série de Lives sobre o Futuro do Santos, nosso entrevistado na sexta-feira foi o embaixador do Peixe em São Paulo, Ricardo Agostinho. Na conversa, que durou mais de uma hora, o embaixador apontou alguns pontos que considera fundamentais para o clube.
“O Santos precisa restabelecer a credibilidade do clube, saber trabalhar com o orçamento, não achar que vai vender um jogador por R$ 100 milhões e gastar R$ 100 milhões. E precisa saber quem é o seu torcedor. Aí tudo fica mais fácil”, afirmou.
A série de lives retorna nesta segunda-feira, às 20h30min, com o empresário Nabil Khaznadar. As entrevistas acontecem em nosso canal no Youtube.
Confira os principais pontos da entrevista com Ricardo Agostinho:
Direitos de TV
O Santos precisa voltar a aparecer na televisão. A alternativa de mudar de canal não foi bem sucedida. No ano passado não apareceu nem no canal fechado. Isso vira um ciclo. Qual vai negociar com uma empresa ela não quer o Santos, ele prefere estar no estádio. O clube precisa se reposicionar no mercado. Mas você só aparece se está ganhando ou se você tem diferenciais. Vai ser um trabalho a médio longo prazo. É um trabalho de construção.
Direitos internacionais
O Santos é o time mais conhecido lá fora. O Flamengo está em um bom momento, mas não tem como comparar. O grande problema é que não anda, não vende para ninguém. A gente tem espaço para trabalhar, é o nosso campo. Vai ser o primeiro clube a ser exposto. Olha o que aconteceu com o Jesualdo. Teve um canal de TV de Portugal que comprou os direitos. A gente mostra o Santos, mas não mostra mais nada. Aqui no Brasil temos várias empresas binacionais. Acho que falta muita gente no marketing. O departamento é pequeno, é muita coisa para pouca gente. Nos direitos internacionais o Santos tem a maior torcida
Marketing
O patrocínio de camisa é algo subjetivo. É importante, mas você precisa pensar em ativar os parceiros. O Orlando City tem mais de 40 patrocinadores e ninguém aparece na camisa, mas estão sempre ativados em matchday, nos canais digitais. Você precisa oferecer recompensas que alavanquem o patrocinador. Falta equipe e falta ousadia no mercado. Não podemos pensar no mínimo, que é pensar só em camisa. Isso não funciona mais. As empresas não querem mais isso. Nós temos 8 milhões de consumidores e não temos rejeição. Ninguém tem problema com o nosso branco e preto.
Sócio
O trabalho que o Daniel González fez de mapeamento está excelente e é um bom primeiro passo. No começo da década o Santos teve uma associação em massa, mas a maior recompensa era comprar ingresso. Daí você afasta o Brasil inteiro. Deixou correr no boleto, que não é o ideal. A gente tem potencial para crescer. Precisa ter recompensas. O Liverpool tem isso. O sócio aqui no Brasil recebe uma caixa, tem direito a resgatar ingresso.
A cidade de Santos tem mais associados, mas pouco assiduidade. Precisa fazer um plano de sócio popular. Fazer uma segunda linha de camisa mais barata.
Voto à distância
O voto à distância é vital. O trabalho feito pela secretaria social foi vital. Falta só o presidente referendar isso. Contratar uma Big Four para carimbar. Nós precisamos entender o nosso tamanho. O Santos já tem o voto à distância contemplado no seu estatuto. Quais são as empresas referências. Quem faz para o Grêmio, para o Inter, que faz esse sistema. Vai lá e puxa eles. Acabou a conversa. Muita gente tem dúvida, muita gente tem medo e é uma bobagem.
Estádio
Acho que o Santos não pode assumir nada. O Pacaembu está lá. O Santos tem que falar o que quer e o que pode pagar. O Santos é um clube que mobiliza e tem de se portar como tal. Ele tem de mostrar o que ele tem para oferecer.
E o Santos precisa ter um ingresso popular, tanto no Pacaembu quanto na Vila. Ter um espaço para o torcedor de baixa renda.
Confira a entrevista completa:

Ao Diario do Peixe,
Boa tarde, em relação a matéria acima e, especificamente, sobre cadastro de associados e eleição à distância, gostaria de citaralguns pontos de discordância: