O técnico Jair Ventura já não está prestigiado entre a alta cúpula do Santos e pode ser demitido ainda nesta segunda-feira (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

A insatisfação com o trabalho do técnico Jair Ventura não é mais apenas dos torcedores do Santos. Alguns dos principais dirigentes do clube já são favoráveis à demissão do treinador e sua saída do clube pode ser anunciada ainda nesta segunda-feira. Em contato com o DIÁRIO DO PEIXE, um dos cartolas deixou claro a insatisfação.

“Ele não está prestigiado”, disparou.

Diante da Chapecoense, o treinador completou 39 jogos no comando da equipe, com 14 vitórias, dez empates e 15 derrotas, um aproveitamento de 44,4% dos pontos. Somente no Campeonato Brasileiro os números são ainda piores. São 13 jogos, com 4 vitórias, três empates e seis derrotas, o que dá um aproveitamento de 38,5% dos pontos.

Jair Ventura foi muito elogiado pela postura nos primeiros meses de trabalho. O treinador não questionou publicamente a falta de reforços e sempre mostrou disposição para participar dos eventos do clube, como anúncios de patrocinadores e ações para sócios.

Nas últimas semanas nem o comportamento extra-campo do treinador agradou. Em vídeo divulgado pela Santos TV, o treinador demonstrou insatisfação com a viagem para os amistosos no México ao conversar com os jogadores no vestiário após o empate contra o Querétaro. O discurso não foi bem visto também por parte da diretoria.

“A gente passou por diversidades nessa viagem que de repente não foi o ideal, mas é a nossa vida. Eu também estou cansado, não sou de ferro, mas vamos ter tempo bom de recuperação e é o clássico que vai valer”, afirmou.

Após o empate contra a Chapecoense, o treinador voltou a usar as classificações na Copa Libertadores e na Copa do Brasil, além da utilização do atacante Rodrygo (que foi promovido por Elano ainda em 2017) para valorizar o seu trabalho no comando do Santos. E chegou a levantar a voz.

“Estamos incomodados com essa situação, mas só nós podemos mudar essa situação. Nós com os reforços que estão chegando. Na verdade não são reforços, são reposições. Reforços seriam se tivéssemos mantido o mesmo elenco do ano passado, mas saíram 23 jogadores e chegaram 3. Nós temos que repor os jogadores que saíram ano passado. Isso está sendo feito agora. Nosso presidente teve de quitar todas as dívidas do passado. Com a venda do Rodrygo viabilizou dinheiro para a gente possa começar a contratar. É um pouco tardio, mas com essas contratações o time vai ficar mais forte. Fico feliz por ter participado desse venda do Rodrygo. Quase R$ 200 milhões. Mesmo com todas as dificuldades, o Santos é um dos poucos grandes clubes do Brasil que ainda está disputando todas as competições”, afirmou o treinador.