O processo de impeachment do presidente José Carlos Peres deve ser avaliado dia 10 de setembro (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)

O presidente José Carlos Peres não cogita pedir a renúncia do cargo e aposta suas fichas em uma nova liminar para frear os processos de impeachment no Conselho Deliberativo do Santos.

Nesta quinta-feira, durante a sessão ordinária o do CD, diversos conselheiros subiram ao púlpito para pedir a renúncia do dirigente. Alguns deles, como Celso Jatene, chegaram a solicitar ao presidente do órgão, Marcelo Teixeira, para conversar com Peres sobre o assunto e convencê-lo a deixar o cargo.

Ainda na reunião desta quinta-feira, Marcelo Teixeira informou que os dois pedidos de impeachment serão votados no dia 10 de setembro. A reunião, no entanto, ainda não foi marcada oficialmente. A mesa do Conselho Deliberativo tem até o dia 5 de setembro para fazer a convocação oficial.

José Carlos Peres espera conseguir uma segunda liminar para evitar a marcação da reunião. Em agosto, o presidente alegou que não teve acesso às informações do parecer produzido pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) e conseguiu uma liminar na Justiça.

Com isso, o Conselho Deliberativo inverteu as pautas das sessões e a votação do impeachment passou do dia 30 de agosto para o dia 10 de setembro. A liminar, no entanto, foi derrubada pela oposição na última sexta-feira.

Para ser aprovado, o impeachment do presidente José Carlos Peres precisa de dois terços dos votos dos conselheiros. Depois disso, ele será avaliado em uma assembleia de sócios. Nesse caso, bastaria maioria simples para que o impeachment seja aprovado.