O presidente José Carlos Peres discorda da interpretação do Conselho Deliberativo, presidido por Marcelo Teixeira, sobre os locais de votação na reunião do dia 29 (Crédito: Divulgação/SantosFC)

O Conselho Deliberativo do Santos recebeu nesta terça-feira três requerimentos para a realização da assembleia de sócios no dia 29, data em que será votado o parecer sobre o impeachment do presidente José Carlos Peres, também na cidade de São Paulo. O DIÁRIO DO PEIXE teve acesso aos três documentos. Um deles é assinado pelas Embaixadas do clube e outro conta com mais de 100 assinaturas de sócios.

Os pedidos são baseados em uma interpretação do artigo 29 do Estatuto do Santos. O primeiro parágrafo tem o seguinte texto:

“As Assembleias Gerais serão realizadas na sede do SANTOS e, por requerimento do Presidente do Conselho Deliberativo, ou de 30 (trinta) Conselheiros, ou do Comitê de Gestão, ou de 100 (cem) associados, em cidades que distem pelo menos 50 (cinquenta) quilômetros da cidade de Santos, onde houver mais de 500 (quinhentos) associados aptos a votar, que deverão estar listadas devidamente no edital de convocação, sendo que a votação nessas cidades somente ocorrerá nas Assembleias Gerais cuja ordem do dia for eleição do Presidente e do Vice-presidente do Comitê de Gestão e/ou dos membros do Conselho Deliberativo, conforme itens (a) e (b)(i) do artigo 25 deste Estatuto”

Os pedidos, no entanto, devem ser negados e a votação mantida apenas para a Vila Belmiro. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, a comissão de Estatuto vetou a votação em São Paulo por considerar que tal artigo diz apenas em casos de eleição de Presidente, Vice-presidente e Conselho.

“O Estatuto é claro, não podemos infringi-lo. Volto a frisar, queríamos definir urnas em São Paulo, reunimos a Comissão de Estatuto para homologar a decisão, mas o artigo 29 é claro, determinando apenas para a eleição de presidente, vice-presidente e composição do Conselho. Se tivéssemos a inclusão da destituição, como no artigo 25, receberíamos as assinaturas de mais de 100 associados e definiríamos as urnas. É uma das falhas estatutárias que deverá ser corrigida”, afirmou Marcelo Teixeira ao DIÁRIO!

O presidente José Carlos Peres trata a posição como política. O dirigente questiona a interpretação do Estatuto nesse caso e cita a votação do impeachment no Conselho Deliberativo, quando a presença dos membros da CIS (impedidos de votar) na reunião não foi considerada para o quórum de dois terços dos presentes.