
Apresentado pelo presidente José Carlos Peres com a camisa dez, Bryan Ruiz chegou com status de craque, mas ainda não vingou (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)
Quando Bryan Ruiz chegou ao Santos, no dia 11 de julho, a torcida imaginou que ele seria a solução para um problema grave do time alvinegro, a falta de um meio-campista criativo. O costarriquenho, porém, tem sido uma decepção. Ele quase sempre joga pouco tempo e, quando entra em campo, não consegue fazer a diferença. Até o momento, o meia participou de 8 jogos, sendo titular em dois deles, mas só esteve em campo por 232 minutos.
Os outros reforços gringos contratados pelo Santos são mais efetivos. Carlos Sánchez foi titular em 11 jogos e já soma 908 minutos com a camisa do Peixe, com dois gols marcados. Derlis González participou de 11 jogos, sendo titular em cinco, somou 505 minutos e já marcou um gol, além de liderar o time em assistências no Brasileirão.
A lentidão que Ruiz mostra nos gramados brasileiros faz muitos santistas acreditarem que seu problema é físico, mas não se trata disso. O meia está sofrendo demais por causa da falta de adaptação ao Peixe e ao futebol brasileiro.
O Diário do Peixe conversou com várias pessoas que convivem com Bryan Ruiz em Santos, inclusive com integrantes do elenco alvinegro, e ouviu de todos que ele está em boa forma física. A falta de condicionamento atlético foi um problema para o costarriquenho apenas em suas primeiras semanas no Peixe, já que ele se apresentou ao clube depois de ter disputado uma temporada inteira no Sporting, de Portugal, e emendado a Copa do Mundo da Rússia. Agora, no entanto, ele está no mesmo nível físico do resto da equipe – a tal lentidão é simplesmente uma característica do jogador.
Embora Cuca goste do futebol de Ruiz, o treinador acredita que o jogador não se encaixa bem nos sistemas táticos que tem usado no Santos e, por isso, dá a ele poucos minutos em campo. E então ocorre um “círculo vicioso”: sem muito tempo para jogar, o meia não consegue alcançar o ritmo de seus companheiros e, assim, não entra no time.
“Não dá para cravar que é um problema só. É um conjunto de coisas: adaptação, sistema de jogo, estilo de jogar dele… A expectativa era grande e não aconteceu ainda, mas é uma coisa que acontece no futebol. Ele tem potencial, tecnicamente é bom jogador, nível de seleção”, disse, pedindo anonimato, uma pessoa que trabalha diariamente com o jogador no Peixe.
Uma alternativa que tem sido testada por Cuca é usar o costarriquenho de 33 anos como um segundo atacante, ao lado de Gabigol, o que deixaria Ruiz mais solto no campo, sem muita necessidade de ajudar a defesa. Essa opção, porém, foi pouco usada pelo treinador em jogos do Peixe. Seja qual for a posição, o treinador sabe que precisa encontrar uma maneira de fazer o meia ser útil para o Santos, mesmo que não seja como titular. Afinal de contas, ele tem contrato com o clube até o fim de 2020 e uma rescisão antecipada poderia custar caro para os combalidos cofres santistas.
Melhor mil vezes que o Jean Mota que o treinador gosta de por
A grande perca de 2018 (fora o Oliveira) não foi o Lucas Chinelinho Lima, e sim o Renato por conta de não ser mais o mesmo.
Da mesma forma a grande contratação não foi Bryan e sim Sanchez este sim dominou o meio de campo e o time já é outro.