Goulart terminou sua passagem no Santos como reserva (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O meia-atacante Ricardo Goulart se pronunciou pela primeira vez após ter deixado o Santos. O jogador, seu agente e o clube se reuniram na última terça-feira (12) e acertaram o fim antecipado de sua passagem pela Vila Belmiro. O ex-camisa 10 ganhava o maior salário do elenco.

A ideia de deixar o clube partiu do próprio jogador. Segundo apuração do DIÁRIO DO PEIXE, Goulart admitiu que não vinha contribuindo o necessário e, após perder um dos pênaltis na eliminação para o Deportivo Táchira, ficou sem clima para seguir no Peixe. Ele abriu mão de todos valores que tinha para receber.

“Na minha simplicidade e com mais experiência, intensifiquei a união do grupo. Estava disposto a fazer o meu melhor, mas infelizmente as coisas não saíram como planejei. Não tive a oportunidade que eu almejava ter, e não me senti respeitado pela história que construí com muito trabalho e dedicação até hoje”, disse o Goulart em uma carta divulgada nas redes sociais.

Desde que foi contratado, Goulart entrou em campo apenas 30 vezes, marcou quatro gols e deu três assistência. No Campeonato Paulista, emplacou uma sequência de jogos como titular e foi importante na classificação pela Copa do Brasil contra o Fluminense-PI, empatando no final do jogo. Com o tempo, perdeu espaço.

O camisa 10 foi anunciado pelo Peixe no dia 11 de janeiro. A negociação era considerada mais difícil, porém, viável. O jogador aceitou a proposta com salário de cerca de R$ 500 mil, além de bônus por ações de marketing. Goulart ficou empolgado com o projeto apresentado pelo Santos e assinou um contrato de dois anos de duração.

Veja a carta completa divulgada pelo jogador:

“Foram 6 meses no SANTOS FC, e eu sei muito bem o que esse time representa no futebol. Encerro minha passagem como jogador aqui. Quando cheguei, sabia do desafio, da responsabilidade e expectativa que eram depositadas sobre mim. Nas oportunidades que tive de estar dentro de campo, minha intenção era somar com os meus companheiros para conseguirmos resultados positivos. Na minha simplicidade e com mais experiência, intensifiquei a união do grupo. Estava disposto a fazer o meu melhor, mas infelizmente as coisas não saíram como planejei. Não tive a oportunidade que eu almejava ter, e não me senti respeitado pela história que construí com muito trabalho e dedicação até hoje. Meu caráter e profissionalismo vão além do que estimam, e prefiro sair pelas portas da frente e preservar a minha família, que é a minha maior conquista até aqui. Aos meus companheiros, foi um enorme prazer estar com vocês, dividir vestiários e estarmos juntos em cada treino e jogos. À diretoria, o meu muito obrigado por ter confiado em mim e ter me dado a oportunidade de vestir essa camisa tão respeitada. O SANTOS FC não merece estar nessa situação, e certamente meus companheiros irão reverter isso com a ajuda dos torcedores. É preciso entender a hora de se retirar e, pela pessoa idônea que sou, assim decidi. Gratidão por tudo que vivi aqui. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. (2 Timóteo 4:7)”, disse o jogador.