Kaio Jorge estreou no profissional ao 16 anos na partida contra o Atlético-PR (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O jovem atacante Kaio Jorge não deve mesmo permanecer no Santos. Aos 16 anos, o jogador tem contrato de formação e vive há meses um impasse para renovação do vínculo. As tratativa chegaram a avançar, mas estagnaram e o pai do atleta enviou um texto de despedida ao Diário do Peixe nesta quarta-feira.

O principal ponto de divergência entre o estafe de Kaio e o Santos foi a divisão dos direitos. O Peixe tem por padrão manter 100% dos direitos econômicos e o jogador gostaria de ficar com 20% dessa partilha. O salário oferecido também foi considerado baixo e definiu a provável saída do jogador.

“Acho que chegou ao final. Foram seis anos de muitas alegrias, mas é com o coração partido que deixo um abraço à toda a torcida amigos que fizemos na cidade de Santos. Há também muitas controversas de que pedimos muito na renovação, mas isso não procede. Cabe o presidente de saber qual valor de um atleta de um nível elevado. Foram 140 gols, artilheiro desde o sub-11 ao até o sub-20, sempre marcando e colocando o nome do Santos sempre onde ele merecia. Eu, Jorge Ramos, pai, deixo aqui um forte abraço para todos os amigos que fiz aqui na cidade e queria dizer que não é um adeus. Em breve tudo vai passar, como tudo passa em nossas vidas, e quem sabe um dia o Kaio voltará a vestir a camisa santista, mas com organização e determinação de um clube vencedor é organizado como sempre foi”, disse o pai do atacante ao Diário do Peixe.

Kaio Jorge é agenciado pelo grupo do empresário Giuliano Bertolucci, que conta com outros atletas de destaque nas categorias de base do Santos, entre eles o meia Giovanni e o volante Sandry, do sub-17. Em contato com o Diário do Peixe um membro do grupo de empresários disse que as conversas ainda não começaram pela renovação dos dois, mas que se o tratamento for o mesmo, a tendência é que ambos também deixem o Peixe.

Como clube formador o Santos tem direito a receber uma multa pela saída de Kaio Jorge. Os valores equivalem a 200 vezes os custos comprovados com a formação do atleta durante todos os anos que esteve no Peixe.