Odair elogia estrangeiros, mas prefere brasileiro na Seleção (Crédito: Raul Baretta/ Santos FC)

A Seleção Brasileira encara o Marrocos no próximo sábado (25), ás 19 horas, com o técnico Ramon Menezes no comando da equipe interinamente. Desde a saída de Tite, a entidade máxima do futebol brasileiro ainda confirmou o novo nome, mas tem Carlo Ancelotti como prioridade.

Os técnicos estrangeiros ganharam cada vez mais força no futebol brasileiro. Um dos exemplos é o Palmeiras, tem que Abel Ferreira como comandante há quatro temporadas. Durante a gestão do presidente Andres Rueda, o Peixe teve os argentinos Ariel Holan e Fabián Bustos como treinadores, mas duraram pouco tempo.

Atual técnico do Santos, Odair Hellmann valorizou a presença dos treinador de outros países e citou o seu trabalho fora do Brasil, quando assumiu o comando do Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos.

“Sempre há discussões sobre treinadores estrangeiros, mas não tem que ver nacionalidade ou passaporte. Da mesma forma em que eu fui para fora trabalhar, claro que nós brasileiros tempos mais dificuldades pela nossa licença no mercado europeu. No mercado asiático eu consegui trabalhar, mas na Europa não. Não é uma troca igual. Mesmo que a licença seja concedida, o intercambio vai demorar um pouco com a entrada de brasileiros na Europa. Eu não vejo nacionalidade, são momentos. Tempos atrás era a questão dos técnicos mais velhos ultrapassados e os mais jovens. Depois a discussão de treinador e profissional de Educação Física. Por que não pode? Ambos agregam. O mercado é Globalizado mesmo e temos que trocar valores e aprender também”, disse o treinador em entrevista à Rádio Craque Neto.

Para o comando da Seleção, porém, Hellmann sugeriu treinador que sejam brasileiros, e citou nomes com passagens recentes pelo Santos como Cuca, Fernando Diniz e Dorival Jr.

“Nós temos treinador no Brasil com capacidade e vivência para que possam assumir o comando da Seleção Brasileira. Cuca, Renato Gaúcho, Mano Menezes, Diniz, Dorival, que fez um trabalho brilhando no Flamengo. Mas se a CBF achar que o momento é de treinador estrangeiro, que façam a melhor escolha para que nosso futebol continue sendo vencedor e protagonista. Mas vejo possibilidades de treinadores brasileiros assumirem e toda capacidade para um grande trabalho. Tem vários nomes. Eu daria mais uma oportunidade a um técnico brasileiro para um trabalho de transição até a Copa”, completa Odair.

Aos 45 anos, Odair esteve presente como auxiliar de Rogério Micale no ouro olímpico para a Seleção Brasileira nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016. No futebol do Brasil, foi comando o Internacional e o Fluminense. Pelo Peixe são 14 jogos, cinco vitórias, cinco derrotas e quatro empates.

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