Miguelito perdeu espaço nos últimos jogos do Santos (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

Atleta de grande expectativa dos torcedores do Santos e uma das maiores promessas do futebol boliviano, o meia-atacante Miguelito perdeu espaço no Peixe. Treinando normalmente na equipe profissional, o jogador deixou de ganhar minutos em campo e passou a ficar de fora até mesmo dos relacionados.

A última partida em que o garoto foi relacionado aconteceu contra o Botafogo-SP, na vitória santista por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil. Na ocasião, amargou o banco de reservas durante os 90 minutos. Ao todo são seis jogos no ano, somando apenas 63 minutos em campo, sem contar os acréscimos.

Em entrevista do técnico Odair Hellmann ao De Olho no Peixe, o treinador comentou sobre a ausência do jogador nas partidas e alegou que nem sempre é possível levar todos os atletas para os jogos. No confronto desta quarta contra o Bahia, por exemplo, o treinador levou Ivonei e Ed Carlos.

“Primeiro, que nós no grupo, contamos com cinco ou seis meias. Estamos usando hoje um por inicial e quando o Daniel Ruiz inicia, usamos os dois. Ainda levo um e as vezes dois para o banco e vai ficar dois ou três fora. É escolha, tem que fazer a escolha, independente de qualquer coisa”, disse Odair.

“A outra questão é visualização de treinamento, oportunidade, comportamento. Esses fatores são importantes para que a gente possa ir dando sequência. Estou oportunizando o Ed Carlos em determinados jogos, o Ivonei vai e em outros não, e com o Miguelito é a a mesmo coisa”, explica o treinador.

Miguel iniciou a temporada com o elenco principal, mas estava na fisioterapia se recuperando e aprimorando a parte física. Em janeiro, sua mãe faleceu e foi liberado pelo Santos para acompanhar a família na Bolívia. Com tantos problemas, o jogador acabou perdendo parte da pré-temporada. Recentemente, fez alguns jogos na equipe Sub-20, como no clássico contra o Palmeiras.

“Quando o jogador não está treinando com o profissional, fazemos movimentos para jogar pelo Sub-20, é importante que ele jogue nessa idade para melhorar, aumentar performance. As oscilações neste período, sabemos que o Miguelito passou por problemas sérios no começo do ano. Essas oscilações, não especificamente com ele, mas acontecem com jogadores que as vezes não estão sendo usados. Não consigo levar todos. É visualizar os treinamentos, características e, entrando nos jogos ou não, ver o que pode produzir. Ele vai buscando seu espaço com treinamento. Eu sou um gerador de oportunidades”, completa Odair.

Natural de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o jogador chegou ao Peixe por meio de intercâmbio promovido em parceria com o projeto Bolívia, fundado em 2013 e que tinha como meta servir a Seleção Boliviana com jogadores próprios até o ano presente em seu nome. Pelo Santos são oito jogos no profissional.

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