Robinho está sendo julgado por estupro na Itália (Crédito: Ivan Storti/Santos FC)

O Santos informou que decidiu manter a suspensão de contrato do atacante Robinho, mesmo depois da condenação em segunda instância ocorrida nesta quinta-feira. O jogador já foi condenado duas vezes por violência sexual em grupo, mas recorrerá à Corte de Cassação, equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil.

“O contrato do atleta segue suspenso e o clube aguarda a terceira instância da Justiça italiana”, foi o pronunciamento do Santos sobre a situação.

Robinho foi condenado na Itália em primeira instância, em 2017, a nove anos de prisão por envolvimento em um caso de violência sexual a uma jovem albanesa, então com 22 anos, na época em que jogava pelo Milan, em 2013. A segunda instância manteve a condenação e a sentença.

O contrato de Robinho com o Santos está suspenso desde outubro, dias depois do clube anunciar o retorno do jogador. A decisão foi tomada em comum acordo, pela repercussão do caso entre patrocinadores e torcedores.

A defesa de Robinho emitiu uma nota na tarde desta quinta-feira:

Foi realizado hoje, pela Corte de Apelação de Milão, o julgamento em segunda instância de Robson de Souza (Robinho).

A defesa do jogador recebe com serenidade a decisão não definitiva da Justiça italiano, porém confiante na inocência do jogador, informa que oportunamente interporá recurso à Suprema Corte de Cassação, para que possa restituir a Justiça ao profissional e à sua pessoa.

Esclarece ainda que, no exercício da ampla defesa, foram apresentadas novas provas que contribuem ainda mais para a comprovação da inocência de Robinho, entendendo-se que essa inocência já estava claramente evidenciada nos autos desde a primeira instância de julgamento.

A defesa está convencida de que, neste como em muitos processos deste tipo, o perigo real é confundir direito com moral, em detrimento, sobretudo, da liberdade sexual das pessoas e, em particular, das mulheres.

Por fim, considerando que a motivação do acórdão da Corte de Apelação não foi divulgada e será no prazo de noventa dias, e com a firme convicção de que a justiça se faz nos tribunais e não nos meios de comunicação, a defesa não se manifestará sobre a decisão hoje proferida.