
Santos sofreu o gol de empate do Red Bull Bragantino no último lance do jogo (Crédito: Ivan Storti/SantosFC)
O Santos sofreu o empate do Red Bull Bragantino no último lance do confronto deste domingo, em Bragança Paulista, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Após o jogo, o auxiliar técnico Cuquinha lamentou o raio cair duas vezes no mesmo lugar, lembrando que no primeiro turno o Peixe também empatou com o time do interior no último lance do jogo.
No entanto, sofrer gols nos minutos finais dos tempos não foi característica apenas dos confrontos contra o Red Bull Bragantino. Dos 24 gols sofridos pelo Peixe no Brasileirão, nada menos do que 10 foram marcados nos cinco últimos minutos de cada tempo ou nos acréscimos.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Santos sofreu gol do Palmeiras (Luiz Adriano), do Flamengo (Gabigol), do Vasco (Felipe Bastos), do Corinthians (Danilo Avelar) e do Fortaleza (Gabriel Dias). Os gols de Flamengo, Corinthians e Fortaleza determinaram o placar final da partida e custaram cinco pontos ao Peixe.
Nos minutos finais do jogo (após os 40 do segundo tempo), além dos dois jogos contra o Red Bull Bragantino, o Santos sofreu gols de Internacional (Edenílson), Athlético-PR (Abner) e Marcos Paulo (Fluminense).
“Não só tratando do Red Bull Bragantino ou se está na parte debaixo da tabela. Tomar gol aos 49, 50, 51 não é admissível. Temos de trabalhar mais, trabalhar bem a cabeça para que não aconteça mais isso”, afirmou o auxiliar técnico Cuquinha, que comandou o Peixe neste domingo pela internação do técnico Cuca.
Isso é falta de organização em campo. Ontem, o Lucas Braga entrou cheio de gás, correndo a esmo, porque ninguém encostava para oferecer opção de passe. O jogador chegou a ficar cercado por quatro jogadores do time adversário. Alguns jogadores correm mais que os outros, como o PItuca, que tem se desdobrado para fazer a marcação nesse meio de campo, enquanto o Jobson e o Jean Mota dão aquele trotezinho migué, de fazer de conta que estão marcando. O Kaio Jorge também corre muito, mas corre errado. O Kaio se desgasta fisicamente, mas produz pouco. Muita correria, mas tem baixa eficiência ofensiva. Por outro lado, o Soteldo e o Marinho correm bastante porque são as únicas opções de ataque. Os atacantes são vítimas da má qualidade dos passes. O Soteldo vive recebendo passes longos e tortos. O Cuca tem sua culpa porque não corrige o posicionamento dos jogadores e demora para mexer. O treineiro espera o time cair em campo para utilizar o banco. Assim, nos minutos finais, alguns jogadores sequer conseguem parar em pé. Por fim, tem também a fragilidade no jogo aéreo. Nos minutos finais, o adversário aposta todas as suas fichas em bolas alçadas na área do Santos FC e geralmente têm sucesso porque a bola fica quicando na frente do gol do João Paulo de um lado para o outro.